29 de junho de 2008

A TRILOGIA...
A Personagem de Stephanie chama-se "Elizabeth" e a de Axl "Mane".
Basicamente Del James escreveu esta história baseado em algo no relacionamento de Axl e Erin anos atrás.
A história é sobre um Rock Star que estava totalmente apaixonado por essa mulher, e ela por ele, mas durante uma turnê, Mane pediu para Elizabeth para encontrá-lo no local que a banda estaria tocando naquela noite. Ela disse que não poderia. Mane ficou deprimido e decidiu ter uma farra com umas groupies que ele pegou naquela noite. Não sabia Mane que Elizabeth estava batendo na porta de seu quarto no hotel com sua bagagem de noite pronta para fazer uma surpresa para ele quando ela entrou e viu a cena. Elizabeth saiu desesperada e desapareceu. Mane por muito tempo tentou ligar para a casa dela, e ela não atendeu. Então por alguma razão Mane cogitou que ela iria se matar, dar um fim nele ou em ambos e correu para a casa de Elizabeth. Assim que ele chegou, ouviu um tiro e ele sabia o que ela tinha feito, que foi confirmado quando ele abriu a porta e viu metade da cabeça dela estourada.
Então Mane, com o coração despedaçado e sentindo-se culpado, em meio a todo seu sofrimento, escreveu uma canção para Elizabeth chamada "Without You" então ela poderia ouví-la no céu. E quando ele finalmente terminou a música e poderia toca-la pela primeira vez, ele derrubou seu cigarro e seu tapete incendiou-se, mas ele ficou com o piano e não deixou a casa até que a canção estivesse terminada.
O original da história (em inglês) pode ser encontrada no livro "The Language of Fear", de Del James.
OBS: Mane, personagem de Axl morre na história. Uma noite de madrugada, Del James ligou para o Axl super triste e chateado, pois teria que contar que seu personagem, Mane, havia morrido. Isso pode ser visto no Documentário Don't Cry, onde Del e Axl contam essa história
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Significado do logo...
A parte redonda e dourada do logo é a parte de trás de um projétil destruindo a carne de uma pessoa (por isso o sangue em volta).
A cruz egípcia, é a cruz 'Ankh' ou 'sêlo da nova vida', símbolo antigo entre outras coisas, do homossexualismo e do bissexualismo. É formada bem no centro da figura, por um ramo com espinhos.
E para contrapor com a mensagem acima, nós vemos os dois cabos das armas (GUNS) formam duas pernas abertas de um homem.
Quanto às rosas (ROSES):é uma flor que está muito ligada à oferendas em cultos afros (umbanda/candomblé)e, na bruxaria, ela é associada ao órgão sexual feminino.
Há também uma caveira anamorfa (pode ser vista quase que em nível subconsciente) neste desenho, bem no centro da bala. As duas cavidades dos olhos, são os dois tambores da arma. A forma da caveira aparece quando se afasta ou olha-se a figura com os olhos meio fechados
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Duff Mckagan libera álbum na Internet...
O baixista Duff Mckagan liberou essa semana o raríssimo álbum Dark Days (2001), do Loaded, sua banda solo, na qual ele é guitarrista e vocalista. Dark Days pode ser baixado neste site
(para baixar o álbum, clique onde diz "Clique Here To Get Your Free Download Of Dark Days").
Em setembro, o Loaded começará uma turnê européia, já com planos para lançamento do novo álbum. A banda foi confirmada no festival italiano Rock Of Ages, no dia 13 de setembro, em Milão.
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Axl Rose escrevendo uma autobiografia, seqüência de “Estranged”?...
Quando a Rolling Stone falou com Sebastian Bach sobre os vazamentos das demos, ele declarou que ouviu, pelo menos, quatro álbuns de músicas prontas do GN’R. Lembrando da noite em janeiro de 2007, quando Rose colocou pra tocar as novas músicas da meia-noite até as seis da manhã no Electric Lady Studios, Bach revela que Axl lhe contou que a lenta e crua “The General” é a seqüência de [ Use Your Illusion II] Estranged que encaixa com a Trilogia que Del James escreveu” (James escreveu a pequena historia que inspirou o clipe da música “November Rain”). “Ele é como o George Lucas do Rock”, Bach maravilhado. “Eu sei que não é ele dizendo: ‘Vamos esperar e trabalhar um pouco mais no CD‘. Ele tem todo um novo time de empresários. Irving Azoff está no controle junto com Andy Gould. Eles estão estudando o melhor jeito de lançar a música.”
Além do mais, Sebastian garante que Rose está trabalhando em uma autobiografia. “Eu estava dizendo ao Axl um dia desses que estava planejando escrever um livro. Ele disse tipo: Legal. Quantas páginas você escreveu até agora? Eu respondo: Eu tenho seis páginas! Ele começou a rir e declarou que: “Eu comecei o meu [livro] um pouco antes. Eu tenho umas 12,000 palavras escritas.” Ele é muito dedicado, não é apenas motivado pela fama. Ele tem o bastante disso. Ele fica empolgado em fazer música, um concerto. Fazer álbuns, ele ama isso.”
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Axl Rose escreveu 12.000 palavras de autobiografia...
Quando a (revista americana) Rolling Stone falou com Sebastian Bach sobre o suposto vazamento de faixas de “Chinese Democracy”, ele afirmou já ter ouvido “pelo menos quatro discos” de faixas prontas do Guns N´ Roses, lembrando de uma noite em Janeiro de 2007 quando Rose pôs pra tocar canções novas da meia-noite até as 6 da manhã nos estúdios Electric Lady, de Nova Iorque. Ele disse que Rose teria contado a ele que uma canção lenta e pesada chamada “The General” é a seqüência para "Estranged" (do disco “Use Your Illusion II”), que se soma à parábola que Del James (jornalista musical americano, amigo de Axl) escreveu como uma trilogia (James escreveu o conto que inspirou o vídeo de “November Rain”).
“Ele é como o George Lucas do rock”, divaga Bach. “Eu sei, de fato, que não é ele quem está dizendo, ´Vamos dar um tempo e trabalhar em 'Chinese Democracy' um pouco mais. Ele está com uma equipe de empresariamento totalmente nova. Irving Azoff está no comando, junto com Andy Gould. Eles estão tentando resolver a melhor maneira de lançar o material.”
Além disso, Bach deu a entender que Rose está trabalhando em uma autobiografia. “eu estava dizendo pro Axl um dia, ´Eu vou escrever um livro´. Daí ele disse, ´Legal. Quantas páginas você já tem?´ Eu, ´Seis páginas.´ ele começou a rir e mandou, ´Sim, eu comecei meu livro um tempo atrás. Já cheguei às 12.000 palavras até agora,”, Bach conta. “Ele é muito prolífico. Ele não é motivado por fama de maneira alguma. Ele já enjoou dela. Ele se entusiasma em fazer música, fazer um show. Fazer discos, ele ama fazer isso.”

Depois de segurar o disco por 14 anos, Axl Rose volta à cena ...
Jornal do Brasil
RIO - Axl Rose manteve o dedo no gatilho de seu Guns N' Roses por quase 14 anos. Mas agora parece que a banda vai finalmente disparar Chinese democracy, seu primeiro disco de estúdio desde 1993. Já em pré-venda na loja virtual Amazon.com, o álbum vazou na internet. Seis canções (Better, Chinese democracy, I.R.S., Madagascar, Sorry, The blues e There was a time) eram conhecidas em versões anteriores, gravadas em ensaios ou em shows. Outras três (Rhiad and the bedouins, This I love e If the world) ainda não haviam sido espalhadas virtualmente.
O site www.antiquiet.com, que ofereceu as canções, publicou uma nota afirmando que as faixas já estavam em suas versões “masterizadas e finais”. A pedido do próprio Guns N' Roses, o site retirou as músicas do ar no mesmo dia. Mas foi tempo suficiente para que os arquivos em MP3 se espalhassem pela rede.
Quatro críticos do Jornal do Brasil avaliaram Chinese democracy – sem exagero, um dos mais aguardados (e definitivamente o mais adiado) discos de rock das últimas duas décadas, e que pode reabilitar a carreira de Axl. Ou sepultá-la de vez.
Um dia, há muito tempo, houve peso
Marco Antonio Barbosa
Se esses MP3 vazados forem realmente o núcleo do novo disco do Guns N' Roses, o futuro do grupo não parece muito... róseo. Para o Axl Rose safra 2008, amadurecer significa empregar sintetizadores e batidas programadas a rodo e despir praticamente toda a contundência do som de sua banda – que já foi, vejam vocês, uma das mais pesadas do mundo. As anunciadas influências do rock industrial e da música eletrônica se consumam de forma pouco inspirada. Tecladões atmosféricos e beats chochos (com as guitarras lutando por espaço) conduzem faixas como I.R.S., There was a time e Madagascar. Na faixa-título, sobrevivem alguns riffs agressivos, que ganham maior destaque na melhor do pacote, Rhiad and the bedouins. Mas o negócio se complica em definitivo na pálida This I love (e olha as programações e os sintetizadores aí de novo!) e em If the world, uma bizarra balada-funk (!) com violões meio ibéricos (!!). Para quem não suporta o grunhido gutural, marca registrada do vocalista, boas novas: apenas em The blues Axl solta a franga de vez.
Voz chorosa estraga músicas boas
Ricardo Schott
Chinese democracy pode até agradar a fãs antigos. O problema está nos detalhes. Menos mal que não tenha Axl Rose bancando o rapper, o que seria um mico supremo (e que ele já pagou no Use your illusion II, de 1991, com My world), mas tem uma tentativa bobinha de nu metal em Better. IRS é um bom hard rock, mas Axl assusta tentando mostrar, na introdução, que sua voz evoluiu e que ele pode cantar como um Steven Tyler ou Robert Plant – e não pode. O drama continua em The blues, interessante balada de piano, mas repleta de vocais chorosos. Música boa mesmo, sem sobrar nem faltar, só tem em There was a time, na faixa-título (com vocal irreconhecível de Axl, quase aproximando o novo Guns da displicência punk) e na pós-grunge Rhiad and the bedouins. No mais, prepare-se para ouvir, em If the world, Rose se esgoelando em meio a violões ciganos e programações, atuando não como o grande cantor de rock de Appetite for destruction (1987), mas como um canário pop prestes a disputar espaço nas FMs com Rihanna.
Expectativa vira espetáculo nulo, patético
Nelson Gobbi
Como um antigo jingle de TV, o agudo da voz de Axl Rose cada vez mais parece ressoar um passado indefinido, perdido entre os anacronismos da memória afetiva. As faixas do “álbum eternamente adiado” reforçam esta sensação, mesmo para quem tratava como tesouro uma cópia de Appetite for destruction. O que era expectativa se esvai num espetáculo patético, tanto pelo esforço de Axl de alcançar as notas do auge da carreira como pela performance sem imaginação do restante da banda. A fórmula que somava hard rock, baladas, riffs e uma presença elétrica no palco, responsável pelos mais de 90 milhões de discos vendidos pelos Guns N' Roses, é repetida de forma atabalhoada, sem produzir um resultado coeso. As tentativas de modernizar o antigo som do grupo, em temas como This I love e na faixa-título, só acentuam o declínio de uma trajetória tida como uma das mais promissoras do rock. Uma década e US$ 13 milhões depois, Chinese democracy não disse ao que veio – e nem o porquê.
Wanessa Camargo já tem repertório
Braulio Lorentz
Com uma seqüência de faixas melosas até a última trancinha de cabelo ruivo, Chinese democracy – que ganhou do jornal The New York Times o título de “o disco mais caro já feito” – só funciona quando se aperta a tecla nostalgia. Mas tem que apertar bem forte. E duas vezes. A única possibilidade de dar um sorriso ao som de The blues é imaginá-la numa versão em português cantada por Wanessa Camargo. As pausas, o berreiro e o arranjo “Axl, você é uma diva” piscam para as peculiaridades vocais da neta de Francisco. Do peso e da ousadia anunciados pelo líder da banda sobram pequenos punhados (de farofa) em canções como Better e There was a time. Em todas as músicas, Rose escolhe o fim (prepare-se para sustos) para cantar como se não houvesse amanhã, tal qual fez em Oh my Good, tocada na subida de créditos do filme Fim dos dias, de 1999; e que prenunciou toda a novela.
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28 de junho de 2008

ShowBizz (Dezembro 1999) nº12 Edição 173...
Matéria de capa. Manchete: Axl volta do inferno... O mundo ainda precisa do Guns N'Roses?
O Despertar Da Besta
Depois de seis anos recluso trabalhando num caos que dilacerou o Guns N' Roses, Axl Rose volta ao picadeiro para tentar retomar o seu lugar.
Uma espera que se arrastava por oito anos está chegando ao fim. Em Outubro, passou a tocar em rádios de todo o planeta a música "Oh My God", que puxa a trilha do filme End Of Days, em cartaz desde o fim de Novembro nos EUA. Agora, o cd duplo Live Era 87-93 chega às lojas do mundo inteiro. Os dois produtos levam a assinatura do Guns N'Roses, interrompendo um jejum de oito anos sem composições inéditas e de seis sem lançar nada. Desde 1993, uma pergunta vem intrigando fãs e indústria fonográfica: o que Axl Rose está aprontando?
Em Novembro, ele avisou, em entrevista por telefone (misterioso, preferiu não dar as caras) ao VJ Kurt Loder, da MTV americana: "Vamos estar por aí. Não estamos fazendo todo esse trabalho para deixar as coisas enterradas. Temos planos de sair por aí mostrando, do jeito que tem de ser".
Os últimos discos com canções originais do Guns foram Use Your Illusion I e II, de 1991. Dois anos depois saiu o álbum de covers The Spaghetti Incident?. Em seguida, as coisas começaram a dar errado. Amigos, carreira, banda, casamentos, tudo foi para o espaço. Nessa situação, qualquer um tentaria o suicídio, mudaria de ramo, se entregaria à religião. Mas não Axl Rose. Ele quer voltar a ocupar o espaço que, como acredita seu inflado ego (o que lhe restou, além da fortuna), nunca deixou de ser dele.
De 1993 pra cá, ninguém consegue se firmar como "o" grande astro do rock. Coincidência ou não, durante o mesmo período o gênero foi perdendo cada vez mais espaço nas paradas, até ser ultrapassado pelo rap em vendagens nos Estados Unidos (o principal mercado). Kurt Cobain, o antiastro que veio para acabar com todos os outros, não está mais na área. Steven Tyler, do Aerosmith, até ocupa o nicho que já foi do Guns (ironicamente, já que a banda de Axl tinha sido importante na reabilitação do Aerosmith), mas está velho. Trent Reznor, do Nine Inch Nails, é esquisito demais e popular de menos. Noel Gallagher, do Oasis, prefere ser o rei só da Inglaterra. Parece que apenas um megastar reúne todos os quesitos necessários. Ele.
Axl é rico, ostenta uma cara aceitável e, aos 37 anos, ainda está longe da aposentadoria. Em termos de rock, porém, sua idade é... difícil. Aos 37, Ozzy Osbourne já tinha gravado todos os clássicos do Black Sabbath e consolidado a carreira solo com três bons discos de estúdio: depois disso, teve apenas um momento de brilho com material inédito, No More Tears, de 1991.
Robert Plant lançou seu terceiro LP-solo, o fracote Shaken N'Stirred, aos 37 anos. Conseguiu levantar a carreira, mas apenas revivendo o fantasma do Led Zeppelin ao lado de Jimmy Page. Mick Jagger fez 37 anos em 1980 e depois disso gravou muitos trabalhos elogiados, mas nada que se equiparasse às obras-primas anteriores dos Rolling Stones.
Claro, Ozzy é Ozzy, Plant é Plant, os Stones são os Stones. Mas Steven Tyler, provavelmente o nome mais adequado para comparações com Axl, tem uma bela história após os 37 anos: nessa idade, em 1985, ele ensaiava uma tímida volta do Aerosmith lançando Done With Mirrors, último álbum antes da parceria com o Run-DMC ("Walk This Way"), que começou a reerguer a banda (processo que se concretizou após Pump, em 1989). Se funcionou com Tyler, pode dar certo para Axl.
É certo que ele vai encontrar um panorama bem diferente do de 1993. Só que isso pode ser até vantajoso. Afinal, os nomes que dominam a cena do rock americana atual soam com piada quando ladeados a Axl. Marilyn Mason, Korn, Limp Bizkit, Kid Rock, nenhum deles tem sequer um terço de seu carisma, de sua força no palco. Nenhum deles compôs sequer uma razoável coleção de canções...
Marilyn Mason Vai Copiar
De 1987 até The Spaghetti Incident?, Axl foi o dono do mundo. Onde quer que chegasse, imediatamente atraía todas as atenções. Bastava fazer um sinal para ter sexo ou drogas. Sua banda vendia milhões de discos, dinheiro que não acabava mais.
Se algo o desagradava, metia a boca ou, simplesmente, a porrada. Sua vida foi se transformando em um inferno, com muitos diabos - a maioria deles - alimentados ou criados por ele mesmo.
Não que antes disso Axl vivesse no paraíso. Sua capacidade para arrumar encrenca praticamente nasceu junto com o sucesso do Guns N'Roses - e cresceu na mesma medida. No início, o mau comportamento beneficiou o grupo. Histórias de drogas e arruaças punham em evidência o quinteto. Viagem foi acreditar que seria fácil controlar tamanho apetite por destruição.
Axl sempre colecionou confusão. A música "One In A Million", do primeiro disco, insultava gays, negros e imigrantes e foi alvo de protestos (ainda hoje, quando Marilyn Mason auncia que vai regravá-la). Em 1990, o cantor foi preso por bater com uma garrafa de vinho na cabeça da vizinha que reclamara do barulho em seu apartamento. No ano seguinte, em uma apresentação da banda em Saint Louis (EUA), Axl irritou-se com um espectador que o fotografava e desceu o cacete para, em seguida, se retirar do palco. A interrupção provocou um tumulto envolvendo 2 mil pessoas.
No campo amoroso, sua vida também não era exatamente um mar de rosas. Em 1991, após muita pancadaria, anulou o casamento com a eterna namorada Erin Everly (filha de Don Everly, do Everly Brothers). No Guns, havia gente nova na bateria (Matt Sorum), na guitarra (Gilby Clarke) e um tecladista (Dizzy Reed). O baterista Steven Adler fora dispensado por estar na lama e o guitarrista Izzy Stradlin - que, junto com Axl, saiu das quebradas de Indiana de carona rumo a Los Angeles - pulou fora.
Sensação na MTV
Nada melhor que um disco de covers para baixar a (s) bola (s). Mas não adiantou nada. Axl continuou perdendo. Em 1994, depois de muita lavagem de roupa suja em público, perdeu a namorada, a modelo Stephanie Seymour. Até 1997, tratou de romper com os outros integrantes da banda. Pela ordem, Clarke, Slash, Duff McKagan e Sorum. Só o nome Guns ficou com ele. Passaram pela história o guitarrista Zakk Wilde (ex da banda de Ozzy Osbourne), o baterista Dave Abruzezze (ex-Pearl Jam) e o programador Chris Venna (do Nine Inch Nails). De lá para cá, a banda já teve inúmeras formações, gravou e regravou um monte de músicas e... Nada. Do pior jeito, Axl aprendeu que ninguém lidera a banda de rock líder de mercado por determinado tempo e sai impune.
A obsessão (perfeccionismo?) de Axl com o próprio produto que colocará no mercado é justificada. Para ele, não é apenas uma volta: é "a" volta, aquela que deve pavimentar seu futuro ou enterrar suas pretenções de recuperar o posto de dono do mundo. Afinal, havia muito que o nome Guns N'Roses não aparecia sem estar acompanhado do novo chilique de Axl, da nova recusa de alguém em trabalhar com ele ou do novo adiamento do disco do grupo. Agora, pelo menos, a mídia comenta alguma coisa feita por Axl Rose no campo musical.
No começo de Setembro, durante a cerimônia do MTV Video Music Awards, em Nova York, foi exibido o trailer do filme End Of Days, estrelado por Arnold Schwarzenegger. Os 15 segundos da música "Oh My God" na peça foram suficientes para ofuscar o fortão. Sim, aquilo era Guns. Finalmente, uma música nova. No final do mesmo mês, o tratamento de choque para trazer Axl de volta à pauta do dia recebeu a segunda dose. Um comunicado seu chegou à imprensa explicando que a música nascera em 1997. "Um esboço foi escrito pelo guitarrista Paul Huge (chapa de Axl dos tempos durangos de Indiana), com o tecladista Dizzy Reed (único remanescente da fase áurea da banda) compondo o trecho do refrão", dizia.
Os fãs não tiveram tempo para digerir direito o novo Guns que se insinua em "Oh My God": riffs pesados, programação eletrônica e a voz fltrada de Axl Rose berrando as letras montam uma sonoridade próxima do rock industrial do Nine Inch Nails. Em seguida, foi anunciado para Dezembro um disco ao vivo da banda, Live Era 87-93. São 23 músicas extraídas de shows em Tóquio, Las Vegas, Paris, Nova Iorque e Cidade do México durante o período em que o grupo dominou o mundo.
O álbum é um velho anseio dos gunners. Nos últimos anos, os ex-companheiros Axl e Slash se encontaram para avaliar se alguns registros de shows tinham qualidade suficiente para ser lançados (outra historinha ruim de acreditar). O trabalho foi interrompido com a compra da gravadora PolyGram pela Universal, transação que envolveu também a Geffen, dona do passe da banda. Tão logo o negócio assentou, o projeto foi retomado.
Democracia Chinesa
Preste atenção na coincidência: em um curto intervalo de tempo, saiu a primeira música inédita do grupo em oito anos e o primeiro disco desde 1993. Um apresenta o Guns envolvido com programações eletrônicas e um ar de modernidade com a validade vencida, emprestado do Nine Inch Nails, o outro mostra a banda executando seus maiores (e não são poucos) hits no palco. Enquanto o primeiro tenta desenhar o futuro ainda incerto, o segundo remonta o passado glorioso do grupo.
Dizem que já é a terceira vez que Axl regrava o tal disco novo. O álbum (o último nome a ser divulgado foi Chinese Democracy) está previsto para sair no ano que vem ou quando Axl achar que está pronto. A lista de músicas inclui nomes azedos, como "Prostitute", "No Love Remains" e Hearts Always Get Killed".
Segundo site de fãs na Internet, no momento estão sendo refeitas as partes de guitarra do desertor Robin Finck, que voltou para o Nine Inch Nails depois que se encerrou seu contrato de dois anos com o Guns. Quem o substituiu, pelo menos no estúdio, é Dave Navarro (ex-Red Hot Chili Peppers e Jane's Addiction), o guitarrista misterioso de "Oh My God". Tudo indica que a nova formação do grupo traz, além de Dizzy Reed e Paul Huge, o baterista Josh Freese (ex-Vandals) e o baixista Tommy Stinson (ex-Replacements). Brian May, guitarrista do Queen, deve participar do disco. Como produtor, depois de Mike Clink (o mesmo de Appetite...), Youth (baixista do Killing Joke) e o tecno Moby recusarem o convite, asumiu Sean Beaven, o mesmo de Nine Inch Nails e Pantera - por acaso, uma banda industrial e outra de metal. O empresário Doug Goldstein deu há duas semanas um informe mais atualizado: segundo ele, o disco estraia pronto, só faltando os vocais - "Axl está trabalhando as letras".
Em Novembro, na entrevista à MTV americana, ele garantiu que "Oh My God" não serve como mostra significativa do que vem por aí. "O disco novo tem muitos sons diferentes. Haverá algumas canções pesadas, outras mais agressivas, mas todas com estilos e sons diferentes. Será uma grande mistura." Axl disse que passou os últimos seis anos tentando imaginar como seria o trabalho. "Eu originalmente queria fazer um disco tradicional, tentar algo na linha de Appetite", continuou. "Mas eu estava envolvido com muitos processos judiciais, então não tinha muito tempo para tentar e desenvolver um novo estilo ou me reinventar. Eu esperava escrever uma coisa tradicional, mas as circunstâncias não deixaram. Fui impedido pelo Slash", acusou, sem maiores esclarecimentos.
Dificilmente um álbum como Appetite... conseguirá vender quase 20 milhões 'de cópias no ano 2000. "Estávamos no lugar e na hora certa para definir uma geração. Assaltamos uma cena que estava new wave e chata, como a atual", lembrou Duff McKagan, em entrevista ao repórter Daniel Oliveira, de ShowBizz.
Axl vai precisar oferecer bem mais do que o hard rock que o consagrou se quiser realmente voltar a ser líder de mercado. A rebeldia de outrora periga deixá-lo parecido com o Dr. Evil, o inimigo de Austin Powers que ficou congelado dos anos 60 aos 90 e, no primeiro filme da série, exige 1 milhão de dólares para não destruir a Terra. Como o vilão, o dono do Guns também pode ter perdido os referenciais. Violência? Rappers trocam tiros entre si e espancam jornalistas. Sexo? Marilyn Mason jura que extirpou algumas costelas para fazer felação em si próprio. Má reputação? Kid Rock declara que foi traficante, cheira uma e pratica bacanais.
Há caras e sons muito mais transgressores em qualquer esquina do pop. Porém, dificilmente algum deles é tão carismático quanto Axl. Tanto que o cantor seguiu sendo notícia mesmo ausente do universo pop. Mais que uma mania de milionário excêntrico, a adoção de um regime de descrição, clausura e silêncio evita novos problemas. Enquanto Chinese Democracy - ou seja lá que nome tiver o novo álbum - não chegar e fazer bonito, ele viverá no reino das possibilidades. Até lá, parodiando aquela velha canção do grupo, tudo o que precisamos é de muuuuuuuita paciência.
Enquanto Axl ibernava , o mundo pop deu voltas...
1994
Aos 27 anos , Kurt Cobain , o artífice da revolução "alternativa", dá um tiro na cabeça.
O Nine Inch Nails lança The Downwards Spiral e a imprensa americana vê em Trent Rexnor e no subgênero "industrial" o futuro do rock.
Um baixinho magrela chamado Beck estoura com uma mistura de rap e folk , cujo refrão dizia : "eu sou um perdedor , baby / Então por que você não me mata?" ("Loser")
1995
Blur e Oasis disputam o trono britânico com o lançamento , respectivamente , de The e Great Escape e What’s The Story (Morning Glory)? Nenhuma das duas bandas , contudo , consegue estourar nos EUA.
A cantora canadense Alanis Morissette estoura com o feminismo adolescente de Jagged Litle Pill. O disco se transforma no maior fenômeno comercial da década , vendendo um total de 27 milhões de cópias.
1996
O rapper e ator 2 Pac , ídolo dos EUA , é assassinado , levando consigo o glamour do gangstar rap.
Mellon Collie & The Infinite Sadness , do Smashing Pumpkins , consagra-se como um dos discos duplos mais vendidos na história.
O Lollapalooza , maior festival alternativo da década , roda a América pela última vez , tendo o Metallica como a banda principal.
1997
O Prodigy abre a cabeça do mundo – a machadada – das punks – para a música eletrônica . The Fat Of The Land vende conteúdo e imagem.
O Soundgarden chega ao fim, O Pearl Jam , que havia lançado um trabalho tímido em 1996 (No Code) , se retrai.
A imprensa descobre o Radiohead . Ok Computer é incensado como obra-prima e Thom Uorke passa a ser tratado com gênio angustiado.
... e mais voltas
1998
A molecada norte-americana abraça o Korn. A mistura de rap com metal e hard core transcende a galera do skate.
A Inglaterra se rende ao rock melódico e de linguagem rebuscada promovido pelo Manic Street Preachers.
O Offspring fecha o ano consolidando o punk pop com Americana , que traz o hit "Pretty Fly (For A White Guy)", uma crítica a geração Beastie Boys.
1999
Os menudos Backstreet Boys e Ricky Martin conquistam a América.
O Limp Bizkit se firma na esteira do Korn . A cover de "Faith"(de George Michael) e "Nookie" são as pauladas que fizeram a garotada enlouquecer no Woodstock III.
O Oasis entra em crise às vésperas de lançar o sucesso de Be Here Now
Use sua ilusão
Confira faixa a faixa o show imaginário contido em Live Era 87-93 , CD duplo com músicas extraídas de várias apresentações do Guns N’ Roses:
Disco 1
1"Nightrain"- um apito de trem anuncia um dos hits de Appetite For Destruction"
2"Mr. Brownstone" – a coisa mais perto de algo dançante já feita pelo Guns mantém o pique no palco.
3"It’s So Easy" – o clip já está rolando na MTV , tirado de um show no Cathouse , em Los Angeles , em 1988
4"Welcome To The Jungle" – Axl substitui o verso "quero ver você sangrar" por "quero ver você gritar" – e todo mundo grita , claro. Será o segundo clip do disco.
5"Dust N’ Bones" – a primeira música que não pertence a Appetite... é um rockão de Use Your Illusion I.
6"My Michelle" – traz a formação original , a clássica do Guns , para homenagear a Michelle de Axl
7"You’re Crazy"- a versão mostrada tem andamento diferente , não é tão rápida quanto do Appetite ... Está mais para o embalo da de Gn’R Lies , só que sem ser acústica.
8"I Used To Love Her"- "algumas vezes você tem de esculachar seu namorado ou namorada.." diz Axl , que eleva o tom na hora do refrão.
9"Patience" – a hora e a vez dos isqueiros acenderem , independentemente se Axl desafina no assobio.
10"It’s Alright" – cover do Black Sabath (do disco Technical Ecstasy), curtinha , só voz e piano.
11"November Rain"- a versão quilométrica (12 minutos) , como a de Use Your Illusion I , com todas as cordas que aparecem em estúdio.
Disco 2
1"Out Ta Get Me"- outro rockão de Appetite..
2"Preety Tied Up"- basta a guitarra de introdução para levantar o público que reconhece mais um petardo de Use Your Illusion II
3"Yesterdays" – outra balada de Use Your Illusion II , também reconhecida pela platéia só pela introdução.
4"Move To The City"- essa é dos primórdios do Guns , presente em Gn’R Lies. Mais longa que a original e com a presença de um naipe de metais, que faz o solo.
5"You Could Be Mine" – o primeiro sucesso de Use Your Illusion II é reproduzido fielmente.
6"Rocket Queen"- uma das músicas mais subestimadas de Appetite ... aqui ganha um longo solo, com Slash usando a pedaleira toda na guitarra.
7"Sweet Child O’ Mine" – cantada pela platéia , o que não impede que se identifique umas falhadas na voz de Axl. Depois da versão , fiel ao disco , entra uma espécie de coda.
8"Knockin’ On Heaven’s Door"- cover de Bob Dylan , aqui aparece com muito teclado , muitos backing vocals.
9"Don’t Cry" – balada sob medida para esgotar os isqueiros que sobreviveram a "Patience".
10"Estranged"- Axl aproveita essa balada de Use Your Illusion II para apresentar o tecladista Dizzy Reed.
11"Paradise City" – encerrando o "show" na cidade paraíso , que poderia ser qualquer uma onde o Guns tivesse tocando.
Tributo ás avessas
Todo mundo está falando que o novo disco do Guns N' Roses penderá para o industrial , para colisão de metal com eletrônica. O selo americano Cleopatra saiu na frente e , em setembro , lançou um álbum que traz simplesmente o que todo mundo está falando sobre o futuro do Guns: músicas da banda cantadas por vocalistas da cena metal angelena e remixadas por nomes eletrônicos e/ou industriais. Bem , se é isso que Axl Roses está planejando para sua volta triunfal , recomenda-se que ele não perca tempo.
O resultado beira o patético . Um monte de tiazinhas se esgoelando na tentativa de imitar Axl em canções alteradas de forma preguiçosa. No máximo , uma batidinha mais agitada aqui , uma mudança de andamento ali - , caso de "Welcome To The Jungle" e de "Paradise City". As versões mais "ousadas" também não evitam o mal-estar. Os remixes transformaram "Think About You" em tecno-Pan e tiram toda a pegada de "It’s So Easy", por exemplo.
A essas alturas , o ouvinte já está agonizando , temendo pelo que virá quando chegar a hora de "Sweet Child O’ Mine". A música vem e basta dizer que imediatamente desperta uma vontade louca de escutar a versão cometida por Sheryl Crow.
Também, dá uma sacada nos nome reponsáveis pelo disparate : Quiet Riot , Shep On Drugs , Space Age Playboys , Die Krupps , Faster Pussyca , Ex-Voto, Love/Hate ... Todos freqüentadores do segundo ou terceiro escalão dentro dos estilos que adotaram , sejam eles metal , eletrônica ou industrial. Axl Rose tem a obrigação de ser mais criativos que esses caras.
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Sebastian Bach conta como quase reuniu Axl e Slash...
A reportagem abaixo é de autoria de Andy Greene, e foi publicada na Rolling Stone norte-americana:
Ontem, Sebastian Bach relembrou a 'resposta' que recebeu de Axl quando ousou sugerir que Rose fixasse uma data para o lançamento do 'Chinese Democracy'. Hoje, o ex-Skid Row contou uma história sobre como ele quase reuniu Axl e Slash para tocar com Sly Stone:
"Na verdade, eu falei com Sly Stone por telefone, pois eu sempre quis fazer releituras de algumas canções obscuras suas", relatou. "Eu queria fazê-las no estilo 'Back In The Saddle' do 'Angel Down'. Eu tinha tudo pronto, e Sly disse: 'eu adoraria que Axl e Slash estivessem no meio disto'. Mandei uma mensagem para Axl e perguntei: 'você estaria interessado em cantar com Sly Stone em algumas músicas?'. Ele respondeu: 'sim, se é realmente um disco do Sly eu com certeza iria aí cantar com vocês'".
"Eu estava bancando as sessões de gravação do meu bolso. Estava tudo pronto, e no último minuto meu empresário liga para Sly e pergunta do que precisaria. Sly disse que queria um cachorro. Ele repassou esta informação em um canil no norte da Califórnia, no Vale Napa, e ele queria que eu pagasse US$8.500 por um filhote de uma raça específica. Por este motivo as coisas não deram certo".
Depois prossegue Sebastian: "Como se isto não fosse estranho o suficiente, há dois meses Slash me ligou de repente e me chamou para trabalhar num projeto que não era o Velvet Revolver - é outro projeto com músicos de alto nível. Eu perguntei: você toparia tocar com o Sly Stone? Expliquei-lhe minha idéia e Slash disse: 'sim, eu toparia'. Eu quase reuni Slash e Axl numa música do Sly. Isto ainda pode vir a acontecer. Se eu puder me dar ao luxo de comprar para Sly o filhote que ele quer, eu poderei reunir o Guns N' Roses".
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SLASH AINDA RESPIRA(fhm Março 2000)...
O roqueiro de cartola fala de comas, carros e shows de culinária.
FHM: Onde está a cartola?
Slash: Eu não uso muito a cartola por aí. Eu usava, mas agora é muito reconhecível. Eu adoro usá-las nos shows e tudo mais, mas quando eu saio na rua usando uma, as pessoas agem engraçado, como se eu fosse o pobre Mickey Mouse. É só um chapéu de 35 dólares. Eu acho que as pessoas notam as calças de couro também, mas isso é diferente. São as únicas calças que eu tenho; eu tenho usado elas há um tempão.
FHM: O seus amigos te incomodavam na primeira vez que você apareceu em algum lugar com calças de couro?
Slash: Não, eu tinha 14 anos quando usei um par pela primeira vez. Mesmo naquele tempo, todos sabiam que eu ia ser um roqueiro, então elas pareciam combinar. Eu achei meu primeiro par no lixo do prédio da minha família. Eu estava vidrado. Eu nem lavei elas nem nada. Só vesti. Eu acho que eram do baterista do Rod Stewart - ele morava no nosso prédio - mas eu não queria perguntar. Eu só estava feliz por ter um par.
FHM: Você nunca se veste chique?
Slash: Não, bem... eu tive de me vestir chique e ir para o tribunal, mas não é o meu estilo.
FHM: Por que você foi preso?
Slash: Eu acho que fumo demais; no chuveiro, no banheiro; na cama, em todo lugar. Então eu estava no banheiro de um avião, e a aeromoça começou a bater na porta. Eu acho que desativei o detector de fumaça ou algo assim. Foi muito embaraçoso; todos no avião sabiam o que aconteceu. Isso é uma ofensa federeal, sabia? Eu não sabia.
FHM: O que mais você faz no seu tempo livre? É verdade que você é um fã do Cooking Channel (Canal de Culinária)?
Slash: Sim. Não que eu cozinhe ou nada assim, eu só preciso ter algo acontecendo de fundo enquanto eu faço outras coisas. Eu tenho um canal em casa chamado Channel 80. É 24 horas sem parar de pornô da pesada. Sempre que estou gravando no meu estúdio, eu deixo a TV no Channel 80. Nas outras horas é Discovery ou Cooking Channel. Emerl é uma estrela do rock, mas eu ainda gosto do velho Galloping Gourmet.
FHM: Eu soube que sua casa foi assaltada. Foi alguém conhecido?
Slash: Eu ainda não sei quem foi. Eles levaram todo tipo de coisas; microfones, 11 guitarras. Eles até pegaram minhas coisas de estrela do rock, todos as minhas cartolas menos uma. Esses caras sabiam de quem eles estavam roubando, então é melhor eles se cuidarem. Há tantos lugares em que você pode vender estas coisas, então quando eles tentarem, eu vou ficar sabendo, acredite. Quando eu encontrar eles, com certeza será um dia de azar.
FHM: Você já colocou alguém numa coma?
Slash: Não que eu saiba, mas aparentemente eu já estive em algumas. Eu não sei porque, eu simplesmente acordei, e o doutor disse que eu estive clinicamente morto. Foi durante meus dias de drogas.
FHM: Algum arrependimento daqueles dias?
Slash: Só dois. Eu queria nunca ter empenhado minha guitarra BC Rich; foi uma das minhas primeiras boas guitarras. Agora eu tenho umas 80 ou 90, mas minha carreira inteira começou naquela guitarra. Está em algum lugar por aí. Alguma criança provavelmente tem ela parada no seu armário. Ela tem um tanto de história; eu daria tudo para tê-la de volta. O outro arrependimento é se casar. Eu não sou feito pra isso.
FHM: Qual foi o primeiro carro que você destruiu?
Slash: Eu nunca destruí muitos carros, mas uma vez eu emprestei um carro de um amigo - Tom Keenan, o cara para quem nós escrevemos "It's So Easy". Bem, eu perdi o carro. Eu estava tão passado, que parei o carro na garagem subterrânea errada. Eu fui pra casa e desmaiei, mas nós não conseguíamos achar o carro. Ele estava puto, mas naquele tempo, eu nem tinha dinheiro, então ele me perdoou e esqueceu tudo.
FHM: Qual carro você prefere: KITT ou o General Lee?
Slash: Se eu tivesse de escolher entre estes dois, eu acho que o General Lee é mais o meu estilo. Mas eu não posso ter Herbie o Fusca do Amor, ou melhor, o Aston Martin do James Bond?
FHM: OK, você pode ter o carro do Bond, mas quem você ejetaria?
Slash: Há um cara que eu gostaria de ejetar. Eu não posso falar o nome dele, mas acho que você sabe quem é.
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ATÉ QUE ENFIM!(SHOWBIZZ março 2000)...
Em sua primeira entrevista em seis anos, Axl Rose detona os ex-colegas de banda e afirma que o próximo disco do Guns está quase pronto, prometendo o álbum para julho ou agosto.
O novo disco do Guns N' Roses está "95%" pronto. Foi o que Axl Rose disse à revista americana Rolling Stone, em uma entrevista que quebrou o silêncio do vocalista e pôs fim às especulações quanto ao caminho sonoro que a banda estaria estaria adotando no novo trabalho. "É como se o Physical Graffiti, do Led Zeppelin, tivesse sido remixado por Beck e Trent Reznor, do Nine Inch Nails", descreveu o privilegiado repórter que teve acesso ao estúdio e ás músicas já prontas. A descrição é petinente: o disco está sendo produzido por Sean Beavan, que já trabalhou, sim, com Nine Inch Nails e também com Marilyn Manson. Além dele, estão no estúdio com Axl os guitarristas Dizzy Reed (que participou dos álbuns Use Your Ilusion I e II) e Paul Huge, o baixista Tommy Stinson (ex-Replamecents) e o batera Josh Freese (ainda no Vandals).
"Acho que o envolvimento da banda com as drogas tem a ver com o que é preciso para encarar um público tão grande. Não é medo do palco, é algo diferente, que o velho Guns não parecia ser capaz de enfrentar sem estar dopado"
Em todo o disco, predomina o hard rock que consagrou o Guns, só que com elementos e texturas "modernas e ambiciosas". A faixa que dá nome ao álbum, "Chinese Democracy", tem uma levada bem grunge e é a que mais se assemelha à antiga sonoridade da banda. Outras músicas já devidamente batizadas são: "Catcher In The Rye", "I.R.S.", "The Blues"e "Twat"- esta última segundo Axl, é a abreviação de "there was a time" (houve uma época). Já a faixa "Oklahoma" foi inspirada num encontro judicial que Axl teve com sua ex-mulher, Erin Everly, no dia seguinte ao atentado que matou 168 pessoas em Oklahoma. "Era irônico: eu estava lá sentado com uma mulher que não se importava com o fato de tantas pessoas terem morrido . Tudo o que ela e os advogados queriam eram me prejudicar", reclamou Axl.
Axl também declarou-se "ofendido" com o ceticismo das pessoas, que não acretitavam que ele daria a volta por cima depois da separação da banda. "Gente que eu considerava amiga de repente estava nas revistas, dizendo que eu nunca iria me dar bem sem o Slash, como se tudo fosse culpa minha", conta. "Só conseguí um jeito de salvar meu próprio rabo. Se não minha carreira iria pelo ralo", resumiu.
Não é só com a mulher que Axl mostrou-se "magoado". O vocalista também aproveitou a entrevista para afinetar os ex-companheiros de banda, afirmando ter havido um esforço conjunto de Duff (McKagan) e Slash para destruí-lo. "Quando estávamos num aeroporto e as pessoas ignoravam os dois e vinham me pedir autógrafo, era barra" disse. "Os caras perguntavam o que sou eu? Madeira?". Além do cíume, Axl atribui os problemas da banda às drogas. "Acho que tem a ver o que é preciso para encarar um público tão grande. Não é medo do palco, é algo diferente, que o velho Guns não parecia ser capaz de enfrentar sem estar dopado", declarou. Mas o maior alvo de Axl foi mesmo o guitarrsita Slash: "Eu me lembro de ter chorado por diversos motivos e minha vida , mas nunca tinha sentido aquelas lágrimas quentes, queimando de ódio" revelou Axl. "Eu olhava para o Slash e não o etendia. Tocando com todo mundo, de Space Ghost a Michael Jackson ... Eu queria que todo o mundo o amasse e o respeitasse e fiquei assistindo enquanto ele jogava tudo isso fora".
"Eu lembro de ter chorado por diversos motivos em minha vida, mas nunca tinha sentido aquelas lágrimas quentes, queimando de ódio, por causa de Slash"
Axl também declarou-se "ofendido" com o ceticismo das pessoas, que não acretitavam que ele daria a volta por cima depois da separação da banda. "Gente que eu considerava amiga de repente estava nas revistas, dizendo que eu nunca iria me dar bem sem o Slash, como se tudo fosse culpa minha", conta. "Só conseguí um jeito de salvar meu próprio rabo. Se não minha carreira iria pelo ralo", resumiu.
Segundo Axl, o novo álbum estará finalizado até o final de março, com o lançamento acontecendo entre junho e agosto deste ano. O vocalista atribui essa demora - o disco deveria ter saído no final do ano passado - à "nessecidade de aprender a usar a tecnologia que definiu o rock no final dos anos 90". "Slash não estava disposto a passar por todo aquele processo de aprendizagem. Ele me disse que não estava a fim de trabalhar tanto", lembra o vocalista. Virando as noirtes no estúdio e praticando kickboxing de dia, Axl trabalhou tanto que já tem material suficientes para dois discos, Chinese Democracy e um álbum que pormete ser "ainda mais eletrônico e industrial".
O que surpreende na entrevista é a nova fase "positiva e correta" de Axl. Prova disso é retirar dos discos do Guns duas faixas que ele considera "fáceis de serem mal-interpretadas". Uma delas é "One In A Million", do álbum Lies, de 1989. A letra da música ataca homossexuais, imigrantes e negros. A outra é Look At Your Game Girl", que encerra o disco The Spaghetti Incident, de 1993, e que foi escrita pelo assassino Charles Manson. A partir de fevereiro, esses discos saem sem as duas faixas.
Axl menciona vezes a expressão "construir algo", dando a etender que está preferindo tirar algo positivo das experiências negativas que viveu. "Se você está lidando com assuntos que te deixam totalmente deprimido, como expressar isso? Num momento, tudo o que você consegue pensar é que a vida é uma merda. Depois você se acalma e consegue ver que a vida é uma merda, mas de um jeito muito bonito", concluiu.
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27 de junho de 2008

A guerra dos Roses(89 REVISTA ROCK Dezembro 1999)...
Uma breve história do Guns N'Roses. O Rock'N'Roll andava meio gordo e fora de forma quando cinco cabeludos surgiram, cheios de gás e más intenções, fazendo rock de primeira qualidade e com muita atitude. Era o furacão Guns N'Roses. Quando em 1987, o LP de estréia do Guns N'Roses, Appetite For Destruction, foi lançado, o perigoso e malvisto mundo do rock'n'roll vivia em um marasmo de dar dó. Mas, já na introdução da música Welcome To The Jungle e com o berro de William Axl Rose, tudo ficou claro. Existia uma nova banda que tinha como objetivo colocar novamente pimenta (e muita pimenta) no velho e bom rock, uma espécie de Rolling Stones dos anos 80, cabeludos, mal vestidos e com muito mais palavrões na boca. Como a maioria das boas bandas norte-americanas, o Guns também foi um projeto da mente de adolescentes que, com o saco cheio da avalanche de baboseiras que pais e professores (e a sociedade americana em geral) tentavam enfiar em suas cabeças, só tinham um caminho a seguir: montar uma banda na qual pudessem cantar, tocar, vestir-se e agir da maneira que quisessem. E, além disso, ganhar grana e mulheres. Para eles, melhor impossível.
Cidade paraíso
Nascido em janeiro de 1962, William "Axl Rose" Bailey só descobriu que seu pai verdadeiro havia abandonado seu lar (quando o bebê Axl tinha dois anos) aos 17 anos. Os problemas familiares e com a justiça (por cometer pequenos furtos e uso de drogas) e a vontade de mudar de ares fizeram com que, no começo dos anos 80, ele e o amigo Jeff Isabelle (Izzy Stradlin) resolvessem fazer suas malas e sair da pequena cidade de Lafayette, Indiana, com destino a Los Angeles - para eles um paraíso -, onde iriam "estudar" e encontrar um novo caminho para suas vidas sem perspectivas. Tradução: queriam ser astros do rock. Em 84, Axl e Izzy, juntamente com Chris Webber (guitarra), Johnny Christ (baixo) e Andre Troxx (bateria), faziam parte da banda Rose, que tocava em pequenos bares da cidade. Não conseguindo fazer grande coisa, cada músico resolver seguir seu caminho. Já no final de 1984, Izzy resolveu montar o Hollywood Rose com Axl, mais Tracii Guns (do L.A. Guns), nas guitarras, Steve Darrow (baixo) e Rob Gardner (bateria). A formação durou pouco. Saiu Darrow e entrou o ex-roadie Duff McKagan. A banda mudou novamente de nome. Agora, eles eram o Guns N'Roses.
A casa do inferno
Como Duff já tinha um conhecimento do cenário musical, ele conseguiu agendar uma série de shows na cidade de Seattle. Só que Tracii e Gardner não estavam interessados em fazer esses shows e resolveram sair da banda. Na correria, Duff convenceu os outros músicos que o guitarrista Slash e o baterista Steven Adler (ambos da banda Road Crew) seriam os substitutos ideais para essa pequena turnê. Com os dois novos membros, eles realizaram um show de aquecimento no The Troubador, em Seattle, no dia 6 de junho de 1985, data que passou para a história como sendo o primeiro show do Guns N'Roses. Após essa temporada em Seattle, voltaram para L.A. e alugaram uma casa-estúdio apelidada The Hell House (a Casa do Inferno), onde moravam, dormiam em colchões no chão e esaiavam à exaustão. O dinheiro era escasso e eles tentavam viver comendo biscoitos, tomando vinho barato e gastando uma média de quatro dólares por dia. No outono de 1985, o Guns N'Roses realizou uma série de shows em pequenos clubes de Los Angeles para gravar algumas demo tapes, tocando músicas próprias e covers de bandas como Aerosmith e Rolling Stones. Começaram a agradar as audiências e um certo buxixo em relação à banda teve início. Em março de 86, o Guns assinou com a Geffen Records e iniciou a preparação do seu primeiro LP. Na escolha de um produtor, até Paul Stanley, do Kiss, chegou a trabalhar com a banda, mas, ao sugerir que ele gostaria de reescrever duas músicas do Guns (as preferidas deles), a parceria foi desfeita. Após outras tentativas, surgiu Mike Clink, que já havia trabalhado com Ozzy e o grupo Heart e que caiu como uma luva como produtor. Em dezembro, o álbum já tinha nome: Appetite for Destruction. A previsão de lançamento era julho de 87. Para preparar o caminho, a banda resolveu lançar, pelo selo independente que possuía (Uzi Records), o EP Live ?!@* Like A Suicide, com gravações ao vivo de 1985. Com apenas dez mil cópias lançadas, o EP foi um sucesso e, hoje, é uma verdadeira raridade.
Cena de estrupo
Em junho de 1987 saiu o compacto com as músicas It's So Easy e Mr. Brownstone e o grupo fez uma pequena turnê inglesa com três shows no lendário Marquee Club. No mês seguinte, saiu o petardo Appetite For Destruction. A capa, um quadro do artista plástico Robert Williams, foi, logo de cara, censurada - mostrava uma cena de estupro - e substituída pelo desenho de uma cruz com caveiras, que, então, era o logotipo da banda. O álbum tornou-se o maior sucesso da gravadora e vendeu, até hoje, mais de 17 milhões de cópias no mundo. Segundo Axl, durante muito tempo eles tentaram contar os lucros desse álbum: "Basicamente, só paramos quando passamos dos 100 milhões de dólares". Uma turnê pelos EUA foi agendada e, junto com bandas como The Cult e Mötley Crüe, o Guns mostrou porque, em um curto período, tinha passado de uma simples rebeldia, independência artística e um repertório musical de deixar qualquer um de cabelo em pé aumentavam a reputação da banda em uma velocidade que surpeendeu a todos - incluindo os próprios músicos do Guns.
Axl preconceituoso
Durante o ano de 1988, o GN'R fez vários shows e Axl e amigos arrumaram muita confusão. Várias brigas com policiais, promotores de shows, problemas com drogas, casamento às pressas e o estopim de tudo: dois fãs mortos durante o show no festival Monsters Of Rock, na Inglaterra. Tudo isso não parou o ritmo alucinante da banda e, em dezembro, o Guns lançou seu segundo álbum, GN'R Lies, com quatro sons acústicos mais o primeiro EP da banda. Segundo Duff McKagan, as músicas acústicas foram gravadas durante uma única noite em que todos estavam completamente bêbados. O álbum foi outro sucesso, vendeu seis milhões de cópias e foi indicado ao prêmio Grammy. Mas o que se destacou foi toda a polêmica causada pela letra de One In A Million. Nela, Axl destilava todo seu veneno e uma dose enorme de preconceito, falando, entre outras coisas, sobre imigrantes, negros e homossexuais. Apóis mais um ano de muitos shows, a banda precisava lançar um novo álbum. As primeiras gravações foram a versão de Knockin' on Heaven's Door, de Bob Dylan, e a inédita Civil War. Mas o batera Steven Adler, enfiado até o pescoço na heroína, não conseguia tocar nem gravar e foi despedido da banda. Para seu lugar, após grande procura, veio Matt Sorum (ex-The Cult) e foram retomadas as gravações. Durante esse período Axl mudou-se para o estúdio Record Plant, com a justificativa de que essa era a única maneira que encontrava para concentrar-se no trabalho. E chegou ao ponto de passar a noite de Natal no estúdio, só, com um amigo, tamanha sua paranóia na época.
Macarronada
A banda gravou um total de 36 músicas e a idéia era lançar dois álbuns no mesmo dia. Para esquentar as turbinas, o GN'R veio ao Brasil tocar no Rock in Rio II. Foi a estréia de Sorum e do tecladista Dizzy Reed. Os dois shows não passaram de uma demonstração de megalomania, em nada lembrando a vibração que a banda apresentava nos seus primeiros anos de carreira. Na seqüência, uma turnê mundial, o casamento de Axl com a modelo Stephanie Seymour e as primeiras sessões de terapia do vocalista (Axl havia sido diagnosticado como maníaco depressivo e precisava cuidar de sua cabeça antes que ela explodisse). Em setembro de 1991 foram lançados os álbuns Use Your Illusion I e II. Foi a primeira vez na história da música que uma banda de rock lançou dois álbuns no mesmo dia. Entrando direto em 1º e 2º lugares nas paradas, os discos traziam boas músicas, mas, principalmente, a sensação de que o que importava, agora, não era mais o rock'n'roll sujo, honesto e viceral, mas sim os númerosm e o retorno financeiro para a banda. EM novembro de 1991, mais um desfalque na formação original: saiu Izzy e entrou o novato Gilby Clarke (sic). O Guns continuou sua megaturnê pelo mundo. Em dezembro de 1992, passaram pelo Brasil pela segunda vez, novamente com shows meia boca e ataques de estrelimos do Sr. Axl (em um deles, atirou uma cadeira pela janela do hotel em que estava hospedado em São Paulo). Foi um total de 192 shows, em 27 países diferentes em que mais de sete milhões de pessoas assistiram à banda. O álbum seguinte, The Spaghetti Incident?, só de covers, trouxe ótimos versões para antigos sucessos punk e algumas músicas cantadas pelo baixista Duff McKagan, mas, outra vez, muita polêmica. Look At Your Game Girl, que entrou no álbum como uma canção escondida, era uma composição do serial killer Charles Manson e gerou indignação na mídia e protestos gerais.
Fogueira das vaidades
Entre 1994 e 1999, pouca coisa aconteceu com o GN'R. Gravaram apenas o cover de Sympathy For The Devil (dos Stones) para o filme Entrevista Com O Vampiro, baseado no livro de Anne Rice (nesta música, Paul Huge tocou no lugar de Gilby Clarke [sic]). De resto, o que rolou foram discos-solo de Duff e Slash e uma verdadeira fogueira de vaidades entre Axl (dono do nome Guns N'Roses desdew 1997) e outros membros da banda. Isso tudo resultou na demissão de todos os músicos, ficando apenas Axl para carregar o nome (e os milhões de dólares) da banda. De lá pra cá, Rose reformulou o Guns e seu penteado. De inédito, até agora, só uma música para a trilha de Enf Of Days, o mais recente filme de Arnold Schwarzenegger. A faixa, Oh My God, parece Nine Inch Nails e conta com as guitarras de Dave Navarro (ex-Jane's Addiction e ex-Chili Peppers).
Fora isso, o Guns lançou um duplo ao vivo, Live Era '87 - '93, no fim de novembro e mantém a eterna promessa de colcoar um CD só com material inédito nas lojas. Este disco, chamado Chinese Democracy, está prometido para o primeiro semestre de 2000. A última notícia é que as músicas estão todas prontas, esperando apenas que Axl chegue com as letras e diga um "ok, vamos gravar essa bagaça!"
Axl Rose fala
Para você que está ávido por mais novidades sobre o Guns, capturamos aguns trechos de um entrevista que Axl Rose deu recentemente a Kurt Loder da MTV norte-americana. Saca só:
"Originalmente, queria fazer um disco tradicional e retornar a Appetite For Destruction ou alguma coisa do gênero, porque seria mais fácil pra mim. Não tive tempo suficiente para criar um novo estilo ou reinventar a mim mesmo."
"Misturamos um monte de coisas e influências nesse novo trabalho."
"Estamos trabalhando umas 70 músicas e o CD deverá ter entre 16 e 18 faixas."
"Eu apenas quis ser bom o suficiente para contribuir, no que fosse necessário, nesse álbum."
"Existe uma grande distância entre os integrantes do antigo Guns e os caras que estão comigo atualmente. É como respirar ar fresco. Eles estão a fim de aprender com essa experiência."
"A saída de Robin Finck (guitarrista) foi abruptra e inesperada. Estamos testando vários guitarristas para entrar no lugar dele. Robin continuará em alguns faixas, mas não em tudo. Ainda não sei o que fazer com esse problema."
"Decidi compor as letras depois da parte instrumental estar pronta. Um bom exemplo disso é Oh My God."
"Nesses últimos seis anos estive muito envolvido comigo mesmo. Também trabalhei bastante nesse projeto, o que levou muito tempo."
"Escolhemos o nome do novo álbum, Chinese Democracy, porque vários movimentos pós-democracia estão rolando na China e é um assunto que ainda vai dar muito o que falar. Na verdade, gosto da sonoridade do nome."
"No ano 2000 estaremos na área. Nosso objetivo é fazer um ótimo trabalho e lançar Chinese Democracy o quanto antes."
Costumava amá-los
Robert Williams: Artista plástico e pintor americano nascido em Albuquerque, Novo México. Ainda jovem, mudou-se para Los Angeles onde estudou artes e participou de todo o cenário psicodélico que envolvia a cidade nos anos 60. Trabalhou com Ed "Big Dad" Roth (criador de figuras hot rod como o famoso Rat Fink) e na famosa revista underground Zap Comix. Estudioso da natureza humana, seus desenhos sempre retratam figuras distorcidas em situações trágicas.
Stephanie Seymour: Modelo americana, um dos rostos e corpos (apareceu quatro vezes na revista Playboy) mais fotografados dos anos 80. Pertence a Ford Models, principal agência de modelos do mundo. Hoje, Stephanie Seymour está casada com um jogador profissional de pólo, tem três filhos e mantém uma carreira profissional bem menos agitada.
Charles Manson: O mais famoso serial killer da história. Nascido em Kentucky, EUA, em 1934, filho de uma prostituta e pai desconhecido. Com uma ficha criminal que aos 18 anos já incluia estupro e roubo de carros, no final da década de 60 formou o grupo A Família, seita que acreditava numa possível guerra nuclear (que chamavam de Helter Skelter, em referência ao clássico dos Beatles) e fazia experiências com drogas alucinógenas. O grupo chegou a ter 40 membros. Em 69, invadiram a casa do cineasta Roman Polanski (O Bebê De Rosemary), onde assassinaram sua esposa, a atriz Sharon Tate, e mais quatro pessoas. Em dezembro do mesmo ano, ele e mais dez membros da seita foram presos. Charles Manson pegou perpétua.
Anne Rice: Escritora norte-americana nascida em Nova Orleans em 1941. Ph.D em Berkley (uma das mais famosas universidades americanas), escreveu um dos principais clássicos da literatura pop dos anos 70/80, Entrevista Com O Vampiro, livro que resultou numa série de continuações e em um longa metragem de sucesso, estrelado por Tom Cruise e Brad Pitt.
Nine Inch Nails: Banda americana de rock industrial/eletrônico encabeçada pelo multiinstrumentista e vocalista Trent Reznor. Seu primeiro álbum, Pretty Hate Machine, causou grande impacto pelo novo tipo de som a que a banda trazia e os shows no festival Lollapalooza, de 1991, lançaram a banda ao estrelato. Pai de gente como Marilyn Manson, Trent Reznor é um dos músicos mais requisitados e influentes do cenário musical atual.
Garotos bonzinhos não tocam rock
Live ?!@* Like a Suicide (1986)
Primeiro trabalho do Guns N'Roses, este EP gravado ao vivo em pequenos bares e clubes de L.A. é uma espécie de cartão de visita que mostra todo poder que a banda tinha desde o início de sua carreira. São quatro porradas na forma de rock'n'roll, com pitadas de punk e muita atitude: Reckless Life, Nice Boys, Move To The City e as ótima versã de Mama Kin, do Aerosmith, são de arrepiar. A voz peculiar a agressiva de Axl Rose e a massa sonora criada por todos os músicos são as marcas registradas da banda. Como eles dizem em Nice Boys: "Garotos bonzinhos não tocam rock'n'roll! Nunca!"
Appetite For Destrucution (1987)
Primeiro LP da banda e um verdadeiro clássico do rock contemporâneo. Com ele, o rock'n'roll voltou a ser rebelde e perigoso. Com produção primorosa de Mike Clink e mixagem dos mestres Steve Thompson/ Michael Barbiero (Tesla/Metallica/Korn), Appetite For Destruction já abre arrebentando, com Welcome To The Jungle, passando por It's So Easy, Nightrain, Mr. Brownstone, Paradise City, Sweet Child O'Mine e terminando com Rocket Queen. São clássicos e mais clássicos, num trabalho coeso e muito maduro para uma banda iniciante.
GN'R Lies (1988)
Novamente produzido por Clink, este álbum traz as acústicas Patience (uma linda balada romântica), Use To Love Her (também muito "romântica", a letra diz: "Eu costumava amá-la, mas tive que matá-la"), uma versão para You're Crazy, do álbum anterior, e One In A Million - esta última a mais polêmica do álbum, devido à letra politicamente incorreta de Axl. Para que esse trabalho não fosse mais um EP, ele foi completado com as quatro canções de Live ?!@* Like A Suicide. Uma curiosidade: a banda queria que o álbum chamasse Lies! The Sex, The Drugs, The Violence, The Shocking Truth, mas a gravadora achou o nome muito longo.
Use Your Illusion I e II (1991)
O que tinha tudo para ser um ótimo trabalho em um único disco bom tornou-se dois de qualidade que vai de média para boa. São 30 canções divididas em álbuns com a mesma capa (muda apenas a cor da arte) e a mesma pequena dose de inspiração. Se tivessem juntado as melhores músicas em um só trabalho, haveria canções como Civil War, Knockin' On Heaven's Door, Pretty Tied Up, You Could Be Mine, Don't Cry e November Rain, formando um trabalho digno da grande banda que o Guns era na época. Apesar desse erro estratégico, os álbuns alcançaram 1º e 2º lugares, respectivamente, nas paradas no dia de seu lançamento.
The Spaghetti Incident? (1993)
Álbum de covers com músicas conhecidas e outras praticamente desconhecidas de vários artistas (na maioria bandas punks dos anos 70 e 80). Novamente, a produção ficou a cargo do fiel escudeiro Mike Clink (sic). O estranho nome deste álbum teria surgido de uma briga que Duff e o então baterista Steven Adler tiveram, há muitos anos, por um prato de espaguete (!?!).
Eu tava lá!
Rock in Rio II - Estádio do Maracanã - RJ - 1991
Na segunda versão do festival mais famoso do Brasil, o Guns fez shows marcados pela megalomania de Axl Rose. Depois de passar um período de férias no que diz respeito a shows, Axl e companhia preparavam nova invasão com um álbum (depois ficou-se sabendo que eram dois) e uma nova formação. Eram as estréias do novo baterista Matt Sorum - no lugar de Steven Adler - e a inclusão do tecladista Dizzy Reed. Nos dois shows que o Guns fez (20 e 23/01/1991), poucas diferenças. O repertório foi o mesmo e contou com os solos de Slash e do novato Matt Sorum (únicos shows em que o batera solou em toda carreira da banda), além de vários sinais de que Izzy Stradlin, muito discreto e frio, não estava satisfeito com o estilo rock de arena que a banda começava a tomar a partir daquele momento. Um público de aproximadamente 120 mil pessoas em cada noite curtiu, dançou e cantou. E, apesar de todas as presepadas - dentro e fora de palco -, foi a chance de assistir ao Guns N'Roses em um momento importante de sua carreira. M.M.
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A PROMESSA DE AXL
(SHOWBIZZ julho 1999)...
O Último álbum do GN'R foi The Spaghetti Incident, do final de 1993, um CD de covers de bandas amadas por Axl Rose e seus então amigos, como os Misfits, U.K. Subs e Fear. Foi aquele disco que bandas costumam lançar ao final de uma grande turnê ( no caso, a Use Your Illusion World Tour, que durou 2 anos e meio e gerou muita confusão) para enganar a fome dos fãs e dar à banda o tempo de descansar e começar novamente o processo de um novo trabalho. O Problema é que o tal processo dura 5 anos e até hoje nada. Nesse tempo Axl já mudou diversas vezes a formação da banda. Atualmente la estão o guitarrista Robin Fink, ex-Nine Inch Nails, o baixista Tommy Stinson, ex-Replacements, o baterista Josh Freese eo tecladista/percussionista Dizzy Reed, único remanescente do Guns que lançou os discos Use Your Illusion I e II em 1991. Depois do amigo de infância e guitarrista Izzy Stradlin, que cansou da roda-viva e abandonou o barco em 1991, aos poucos cada um dos músicos foi cuidar de outros projetos. Os últimos e mais importantes foram de Slash e Duff Mckagan, que trabalhou com Axl até 1997. Nesse Tempo todo, afora lançar uma versão de "Sympthy For The Devil" dos Rolling Stones, na trilha do filme Entrevista com o Vampiro e ser preso por desacato à autoridade em fevereiro do ano passado, Axl não mostrou a cara. Aí começa a boataria, apurada junto imprensa internacional e aos X-9 de plantão na internet: ele ja teria milhares de horas de musicas registradas em diversos estúdios na área de Los Angeles e já teria o nome para o disco, 2000 Intentios, e para a primeira música de trabalho, "Prostitute".
Jeff Boerio, responsável pelo site oficial da banda, visitou o estúdio de gravação a convite de Axl e contou detalhes na telinha. Jeff disse que ouviu cerca de 10 novas músicas e que o som seria semelhante ao estilo de Appetite for Destruction (1987), mas com um invólucro mais "moderno". Isso por conta do fascínio e da amizade de Axl com Trent Reznor, o cérebro de Nine Inch Nails. "É o velho Guns, sem nada de tecno, apenas alguns sons sampleados ", disse Jeff, que obviamente babou com a música de seu ídolo. O disco deve ter 12 faixas. É liquido e certo que Axl tornou-se, nos últimos anos, um grande admirador de bandas como os Nails, Front 242, KMFDM e Prodigy. Rádios americanas garantem que o CD estará nas prateleiras até setembro deste ano. Enquanto isso a gravadora GEFFEN prepara o tão esperado disco ao vivo da banda, que deve sair de um show da turne Use You Illusion.
Boaxls e verdaxls
Axl foi visto no parque de diversões da Universal com uma criança e uma senhora de aparência hispânica. "O cabelo dele estava curto e acho que o vi comprar um bicho de pelúcia para o garoto", disse a testemunha. Segundo um amigo do baixista Tommy Stinson, ele eo baterista Josh Freese jamais tocariam numa banda tecno. "O negócio dele é punk rock", diz a fonte.
Um dos felizardos a ter ouvido o novo som do GN'R é o rapper e jogador de basquete Shaquille O'Neal. "Estávamos gravando no mesmo prédio e fui lá ouvir o som deles. Até fizemos um improviso de rock e rap. Gostei", diz o grandalhão.
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26 de junho de 2008

Fã que postou músicas inéditas do Guns N' Roses é visitado pelo FBI
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Após fazer a alegria de inúmeras pessoas disponibilizando nove músicas inéditas do próximo disco do Guns N' Roses através de seu blog, Kevin Skwerl recebeu a visita do FBI.
Os agentes localizaram Kevin, dono do blog Antiquiet, em busca de explicações sobre o caso. A página do blogueiro chegou a sair do ar durante algumas horas, na última semana, após ele disponibilizar para download faixas novas do grupo. Ao saber que as músicas tinham vazado, Axl Rose e a banda acionaram seus advogados.
Assim que percebeu o tamanho do problema, Kevin tirou os arquivos da página e deletou o material seu computador. "Eu voltei do almoço e eles estavam esperando por mim. É um pouco assustador eles saberem o lugar onde eu trabalho", comentou ele, segundo o site Terra.
O novo disco do Guns, Chinese Democracy, está para ser lançado há aproximadamente 14 anos.
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HISTÓRIAS NÃO OFICIAIS...
Casaco velho
Um casaco de couro do Axl havia sido roubado no Rock in Rio. Uma fã, supostamente filha de um industrial, conseguiu achar o casaco e o comprou por mil dólares. Sua idéia era devolve-lo a Axl e assim conhecer seu ídolo. Depois de negociar através de seu manager, Axl mandou agradecer e aceitou receber o casaco, mas não a garota. A fã, hospedada no mesmo hotel dos Guns, teve uma crise histérica na portaria. Jogou tudo no chão e saiu aos berros.
Apelido carinhoso
Chegou uma hora em que o pessoal da equipe técnica e do backstage já não aguentava mais as aprontações de Axl Rose, a quem apelidaram de Asshole Rose.
Eu sou neguinho
Quem olhava aquelas fotos do Slash e imagina um avarapau de dois metros branquela se surpreendeu. Ele não passa de 1,65m e é tão bronzeado quanto Caetano Veloso. No domingão, na piscina do hotel Intercontinental, ele aproveitou para azular mais ainda.
Estímulo
Uma fofoca forte que rolava era de que Axl saía do palco durante o show, para receber de Stephanie uma massagem estratégica e estimulante. Assim, ele podia voltar exibindo, sob a bermuda apertada, aquilo que muita gente jura ser apenas uma bola de meia.
Boas companhias (?)
Slash e outros gunners fritavam ao sol dominical carioca. Estavam acompanhados de várias daquelas piranhas de fio dental enterrado, tatuagem na bunda gigante e taxímetro acoplado.
VIPS
A sala VIP no Rio ficava na torre de controle do autódromo de Jacarepaguá. Se não avisassem, ninguém saberia, pois não tinha luz, nem boca-livre, o chão estava encharcado, os mosquitos famintos e, principalmente, não tinha VIP. Aliás, a única celebridade presente na platéia era o ator Paulo Betti.
Monitores
Axl Rose se mostrou muito bom em identificar, no meio daquela turba tumultuada, exatamente quem incomodava/brigava/tirava fotos. Para ajudá-lo, havia no backstage vários monitores mostrando imagens do povo na frente do palco. Durante suas várias saídas do palco, ele ia até as telinhas e mostrava para a segurança: “É esse cara! Expulsem esse filho da mãe!”
Helicóptero
Quando acabou o show no Rio, Axl, Stephanie e o garoto Dylan entraram num helicóptero que esperava atrás do palco e voaram direto para o aeroporto do Galeão. Seu vôo era o das duas e vinte, eles chegaram um minuto antes.
Indesejáveis
Antes do GN’R irem parar no Maksoud Plaza, dois hotéis paulistanos já haviam sido tentados. O Transamérica e o Mofarrej. O primeiro era muito longe e o Segundo não quis hospedá-los.
Tecnologia
O jornal carioca O Globo inovou na cobertura do show no Rio. Seus repórteres dispunham até de um telefone celular para mandar as últimas para a redação.
Novelão mexicano
Um forte rumor corria com relação ao garoto Dylan: ele seria, na verdade, filho de Axl Rose. Motivos: é muito parecido com ele, ninguém sabe quem é seu pai e Axl o trata com um carinho impressionante. Um brasileiro da equipe perguntou a um roadie se ele não poderia ser filho de Axl e a resposta foi: “Somos proibidos de falar sobre isso.”
Calminhos
Nada de festões de arromba, baladas até altas horas da manhã, noitadas em casas noturnas para os gunners. Eles quase sempre iam dormir cedo e praticamente só saíam do hotel para passeios diurnos. Axl e Stephanie foram uma noite à cara discoteca Columbia, em São Paulo. Comeram e não dançaram.
Coincidência
O privilégio não foi só do Rosa Tattooada. O grupo que abriu para os Guns na Austrália se chamava Rose Tatoo.
Material publicado na Revista Bizz nr.91, de Fevereiro/1993
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Todos os homens de Axl Rose...
À procura de um som diferente para o Guns N'Roses, o vocalista convoca, testa, aprova e demite músicos consagrados... e o novo disco da banda vira novela
Brigas, processos, mudanças e muitos boatos. Bem-vindo ao mundo do Guns N'Roses, ou melhor, de Axl Rose.
Longe dos fãs e da imprensa há mais de quatro anos, ele passa a maior parte do tempo trancafiado em sua mansão em Los Angeles e num badalado estúdio daquela cidade, onde prepara o sucessor de The Spaghetti Incident (1993). Desde então, Axl só foi visto em público duas vezes: ano passado, num show do Radiohead, na mesma LA. E em fevereiro último, no aeroporto Sky Harbour, em Phoenix (Arizona, EUA), quando foi preso ao recusar que sua bagagem fosse revistada pela segurança. Essa ausência tem causado tanta curiosidade que até um musical satirizando sua biografia foi montado na Broadway: White Trash Wins Lotto (Lixo branco ganha na loteria).
Bryn Bridenthal, gerente de imprensa da Geffen (gravadora do Guns), adianta: "Axl tem lido bastante e aprendido a tocar guitarra. Haverá um álbum quando ele disser que está pronto".
Diante do esfacelamento da formação tradicional do Guns, Axl encheu o grupo de gente nova. Da banda que gravou a versão de "Sympathy for the Devil", dos Rolling Stones, para a trilha do filme Entrevista com o Vampiro, apenas o tecladista Dizzy Reed permaneceu. Axl chamou o gótico Rob Finck (ex-Nine Inch Nails e membro da banda drag queen Impotent Sea Snakes) e o amigo de longa data Paul Huge para as guitarras. Os postos de baixo e bateria ainda estão abertos. Ainda existem chances de o baixista Duff McKagan e o baterista Matt Sorum reassumirem seus postos. Outros boatos, porém, dão conta que Tommy Stinson (baixo, ex-The Replacements), Josh Freese (bateria, ex-Infectious Grooves, Devo e Juliana Hatfield) e Chris Vrenna (também bateria, ex-Nine Inch Nails) garantiram suas entradas no Guns.
O especialista em música eletrônica Moby, convocado para produzir o disco, abandonou o barco. "Axl Rose me convidou porque havia gostado de Animal Rights, meu disco anterior, que tinha uma grande pegada rock. Mas ele é bem enrolado", conta.
Moby pediu as contas. Fala-se agora em Youth (do grupo pós-punk Killing Joke e que trabalhou em Urban Hymns, do The Verve), Scott Litt (R.E.M., Days of the New) e Steve Lillywhite (U2, Rolling Stones) para assumir o projeto.
Há um ano, Axl teve de lidar com a perda de um amigo: West Arkeen, co-autor de "It's so Easy", "The Garden" e líder da banda Oupatience, morreu num acidente mal explicado. Ele se recuperava de queimaduras de segundo e terceiro grau, causadas pela explosão de uma churrasqueira, e acabou morto por overdose dos medicamentos que tomava para aplacar a dor.
Apesar de todos os problemas, os empresários do grupo dizem que o novo disco sai no segundo semestre.
Quem entrou, saiu e foi saído no Guns N' Roses
Gilby Clarke
Gilby Clarke foi o primeiro a dançar. Lançou o álbum solo Pawnshop Guitars (1995) e entrou na mira de Axl Rose.
"Axl me disse que gostaria de mudar a direção musical do Guns. E que o que eu e Slash fazíamos não funcionaria." Slash também pulou fora, em solidariedade ao parceiro. Gilby processou a banda em 1996 por deturpação de (seu) nome e de (sua) imagem e no ano passado lançou se segundo álbum solo, The Hangover.
Slash
O músico ataca Axl sem escrúpulos: "Ensaiei doze vezes para o próximo álbum do Guns. Depois, disse para Axl: 'Quer saber? Fique sozinho!' " Slash excursionou com o projeto Blues Ball, que faz covers de rock e de blues; tocou no disco de estréia da banda Insane Clown Posse e participou do álbum ao vivo de Alice Cooper em três músicas. Agora, procura um vocalista para o próximo álbum da banda Snakepit.
Duff McKagan
Duff falou de Axl e do Guns com motivação: "Há uma excitação no grupo que eu não via há muito tempo!" Mas no ano passado ele voltou a trabalhar com sua primeira banda, Ten Minute Warning, que lançou um álbum homônimo pela gravadora Sub Pop. A produção foi de Jack Endino. "É uma entidade totalmente diferente, mas é do cacete, com uma abrangência que vai de funk até Burt Bacharach."
Matt Sorum
Em julho de 1996, Sorum informou o mundo sobre os trabalhos do Guns: "Estamos ensaiando para entrar na rota. Axl está muito bem, de bom humor. Aprendeu a tocar guitarra e compôs músicas ótimas". Hoje Axl não está certo quanto à participação de Sorum no próximo disco do Guns. Recentemente o baterista atuou no filme independente The Sound Man, produzido no final do ano passado.
Izzy Stradlin
O guitarrista acaba de lançar seu segundo álbum solo, 117º. E fala numa boa sobre seus últimos dias no Guns: "As coisas estavam fora de controle. Fiquei com cada vez menos poder de decisão e me senti aliviado quando saí da banda". Izzy anunciou que está compondo com Slash, Duff e o baterista Taz Bentley (que também tocou no álbum 117º). Seria a vingança dos ex-integrantes do Guns N'Roses contra Axl?
Steven Adler
O baterista escreve No Bed of Roses, um livro que conta sua batalha contra as drogas. "A vida rápida das drogas, mulheres e rock me pegou." Sóbrio, Steven também agita uma banda nova, Freaks in the Room. O passado gunner rendeu a Adler a idéia de vender mimos pelo correio: peles de bateria autografadas, bonés, camisas e bermudas. Os interessados devem escrever para: Adler Enterprises, P.O. Box 261486, Encino, CA 91426, EUA.
Dave Abbruzzese
Axl também pensou em colocar uma pitada grunge no som da banda. Convocou o ex-baterista do Pearl Jam, Dave Abbruzzese, mas a famigerada "química" não deu certo. "Meu reuni com a banda, conversamos, passamos tempos juntos, mas não houve nada concerto. Foram apenas testes", resume Dave.
Zakk Wylde
Axl tentou preencher a vaga de Slash com o guitarrista da banda de Ozzy Osbourne. Zakk compôs alguma coisa para o álbum novo, mas descartou a oportunidade. "Ser guitarrista era o máximo que poderia acontecer para mim no Guns. Eu também gostaria de cantar."
Igor Cavalera
Axl entrou numa fase definida como "espiritual" e convidou o baterista Igor Cavalera pra entrar no Guns. Fiel ao som metal porrada do Sepultura, ele descartou o convite. "Eu disse que até poderia fazer alguma participação no disco com alguma batida ou lance tribal. Mas quanto a deixar o Sepultura e tocar no Guns N'Roses, sem chance."
Moby
Tudo indicava que o produtor e compositor de tecno e rock Moby comandaria a mesa de produção do novo disco do Guns. Quando o trabalho para o álbum iria decolar, Moby sentiu que aquilo era uma roubada e decidiu pular fora. "Mesmo tendo paixão pelo Guns N'Roses, não posso ser exclusivo da banda. Eles trabalham muito devagar e duvido que o álbum saia logo."
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25 de junho de 2008

Entrevista antiga do Axl pra Rolling Stone...
RS: O que você acha que estão pensando de você hoje em dia?
Axl: Eu sei que é uma relação de amor e ódio. Tem pessoas que são grandes fãs e pessoas que me odeiam de verdade.
RS: Você tem um sentimento de que sua opinião pública mudou?
Axl: A maioria do que falam na imprensa é negativo. Mas eu acho que estamos também conquistando mais fãs, pessoas de todas as idades que gostam de verdade do que estamos fazendo. Tem uma vibração muito boa na platéia, calorosa.
RS: E sobre St. Louis, A Rolling Stone recebeu cartas de pessoas dizendo que foram desrespeitadas com a sua atitude e que você não liga mais para os fãs.E foi por isso que aconteceu o tumulto? É isso que estão dizendo?
Axl: Não. Mas eu acho que o tumulto foi o ponto em que sua opinião pública mudou. Bom, eu acho que do jeito que a mídia divulgou, pareceu que eu fui completamente responsável por aquilo. Eu não acho que eu fui a gota d'água. Eu acho que as pessoas que decidiram começar a jogar coisas no palco foram a gota d'água. Nós tivemos um grande problema com as pessoas que estiveram no show. Nós demos um show de noventa minutos. Nós demos o combinado, e demos direito. Eles quiseram mais, e acharam que poderiam ter, independente do que aconteceu ou de como nós nos sentíamos sobre aquilo. Quando nós dizemos, "Fuck St. Louis", nós estamos falando sobre as pessoas que bagunçaram o lugar. Eles sabem quem são -- não estamos falando sobre mais ninguém. Se eu pulei do palco para uma câmera ou não, não é uma boa razão para bagunçar o lugar. Foi anunciado que nós iríamos voltar ao palco, e eles estavam tumultuando mais do que a banda tocando.
RS: Uma coisa que as pessoas reclamaram são a hora dos shows. Por que você entra tão tarde no palco?
Axl: Eu sigo meu relógio interno, e eu tenho performances melhores à noite. Nada parece funcionar para mim antes de tarde da noite. E esse é o nosso show. Eu não quero fazer as pessoas sentarem e esperarem -- me deixa louco. Essa hora e meia ou duas horas que eu entro atrasado no palco, é viver o inferno, porque eu estou desejando que tivesse algum jeito no mundo de eu sair de onde estou e saber que eu não posso fazer isso. Eu sou atrasado para tudo. Eu sempre quis ter escrito no meu testamento que, quando eu morresse, o caixão aparecesse uma hora e meia atrasado, e escrito na lateral, tipo em dourado, 'Desculpe pelo Atraso'!
RS: O que aconteceu antes de você entrar no palco? O que realmente faz você atrasar?
Axl: O massagista que trabalha com a gente na estrada trata meus tornozelos profissionalmente. Eu tremia meus tornozelos durante shows, e isso ainda acontece de vez em quando. Eu tenho tornozelos fracos, sempre tive. Eu costumava correr muito, e isso foi uma coisa que me fez mal. Então eu trabalho com um massagista. Com o que eu faço no palco, tem muito massagem para ser feita então. Tem exercícios de voz também. E eu comecei minha terapia em Fevereiro (1991) e, Jesus, eu estou bem no meio do trabalho. Quero dizer, é um exercício emocional muito pesado e você tem um show em quatro horas, você tem que descobrir como esquecer isso rapidamente antes de entrar no palco para você não estar no meio de "Jungle" e ter um treco e desmaiar. A pressão de ter que fazer o show quando tudo isso está acontecendo é muito forte. Nós fizemos um show na Finlandia onde eu não conseguia entender o que estava fazendo. Eu sentei enquanto estava cantando "Civil War" e estava, tipo, olhando meus lábios enquanto eu estava cantando e olhando para o microfone e para os roadies, e tudo simplesmente se desligou. Bom, isso não ajuda para um show muito bom. Nós estamos lá para vencer com o que fazemos. E isso significa que se eu tiver que atrasar duas horas para fazer um bom show, eu vou atrasar. Eu levo o que eu faço muito a sério.
RS: Você acha que seus fãs levam seus problemas a sério? As vezes, as pessoas falam das celebridades não como pessoas e sim como objetos ou posses -- admirar a música ou arte não é o mais o bastante. As pessoas têm que se sentir como se tivessem comprado você.
Axl: Yeah. É muito estranho. E eles não gostam quando eu deixo eles saberem que não me compraram. As vezes nem eu mesmo me possuo (risos).
RS: Vamos dizer que um fã para você na rua e fala Escuta, eu comprei todos os seus discos, mas eu estou cheio dessa sua merda. Eu vou pro show e você está duas horas atrasado e eu tenho que trabalhar no dia seguinte. Você está pouco se fodendo para mim.
Axl: Se eu estivesse pouco me fodendo, eu entraria e faria um show de merda. Eu entraria e mandaria todos se ferrarem, eu ia sentar, cantar as músicas errado e não ia me importar. Mas eu me importo, e me importo muito comigo também para fazer isso. É estranho para mim as pessoas falaram, Bom, eu tenho que trabalhar de manhã. Se você já está aqui, você não devia estar tão preocupado com o horário. Eu sei que é complicado, mas entrar no palco também é. Me desculpe. Eu tento consertar entrando e fazendo um bom show e ir explicando o quanto eu puder o que estava acontecendo na minha mente e porque eu não estava lá.
RS: Não te incomoda, quando você está no palco falando sobre
alguma coisa realmente importante, pensar que o público vai responder do mesmo jeito não importa o que você estiver falando?
Axl: Yeah. Eu percebi isso um pouco diferente quando nós fizemos o primeiro show em Dayton, Ohio. Nos disseram que nós éramos a banda perfeita para a América de David Duke. E é tipo, foda-se David Duke, Eu não gosto de ser associado a isso. Eu falei para a platéia: É isso que vocês entendem, que nós somos racistas e vocês estão nos apoiando? Porque se for isso, eu vou para casa. Não é por isso que estamos aqui. Eu perguntei à platéia essas coisas. Eu recebi algumas respostas interessante. O jeito que eles reagiram foi um pouco diferente do normal. Havia silêncio em alguns lugares e gritos em outros. Você poderia dizer que eles pararam para pensar.
RS: Muitas pessoas pensam: Axl é incrivelmente rico e famoso e mimado. Ele não deveria ter nada para reclamar, mas ele está mal-humorado cada vez que você ve ele. Ele é um mimado.
Axl: É verdade.
RS: Você concorda?
Axl: As vezes, sim. Yeah, eu sou realmente mimado. Eu mesmo me mimei. Eu me dou bem assim, acho. Quero dizer, ainda é um pouco novo. E outra vez, tem um monte de coisas que eu reclamo e que todo mundo reclama mas eu não faço isso publicamente.
RS: Como o que?
Axl: Como mandando alguém embora quando está atrapalhando o show. A maioria das pessoas iriam falar com o segurança e isso seria feito muito silenciosamente. Eu vou confrontar essa pessoa, parar a música. Adivinhe só: Você desperdiçou seu dinheiro, você tem que sair. Se a pessoa está tentando me encher, tipo Venha aqui, filho da puta, eu vou te quebrar é como Não, você não vai me quebrar, você vai para casa. Nós estamos fazendo um show, tem 20.000 outras pessoas aqui, e você não vai estragar. Caia fora. Porque se eu pular e brigar, não tem mais show, o público vai adorar.
RS: Por que você acha que tem que pular? Por que você simplesmente não ignora?
Axl: Por que eu deveria ignorar?
RS: Por que você perderia seu tempo com alguém assim?
Axl: Por que eu não deveria lidar com isso? E por que eu não deveria fazer isso publicamente? É um distração. Eu não vou assistir a uma banda porque eles são um saco. E se alguém vem à um show do GN''R para fazer isso, é tipo Vá para casa, não queremos você aqui. Quero dizer, se você dá uma festa e alguém vai a essa festa para dizer que você é um saco, ok, você vai mandar ele sair da sua casa. E enquanto você está no palco, é a nossa casa e eles são nossos convidados. Fui acusado de pensar que a minha merda não cheira. Cheira, e as vezes pior do que de outras pessoas. Mas eu não vou dizer que estou errado até me provarem que estou. Só porque alguém acredita que está certo, não quer dizer que me mostraram que eu estou errado.
RS: Você me disse recentemente que odeia fazer performances.
Axl: Eu só acho um trabalho realmente estranho. Eu não estou dizendo que é um mal trabalho, não estou dizendo que é um grande trabalho. Mas você sabem é um trabalho em que você precisa ser atleta. Quero dizer, você quer sair toda noite e jump off, tipo, o seu carro? E precisa fazer isso? É como se tornar seu trabalho. Não tire a sinceridade ou honestidade da coisa, mas é um trabalho. E as vezes eu preferia fazer outra coisa.
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Sebastian Bach: "Não faço música por dinheiro"...
Sebastian Bach e seus colegas de banda, os guitarristas “Metal” Mike Chlasciak e Johnny Chromatic, estiveram no escritório do site de noticias norueguês Kjendis.no (um sub-site de cultura e entretenimento do segundo maior jornal da Noruega, Dagbladet.no) respondendo algumas questões submetidas pelos leitores do site.
Leitor: Você acha que Axl poderia ser são teimoso a ponto de não lançar o “Chinese Democracy” só por ele ser o Axl? E desde que você provavelmente ouviu alguma ou a maior parte das coisas novas, é possível comparar com “Use Your Illusion” no aspecto de diversidade nos tipos de músicas? E qual é sua música favorita dos GN’R de todos os tempos?
Bach: "Eu não acho que Axl seja a pessoa que está segurando o lançamento... A música está pronta há muito tempo e é incrível, épica. Ele tem material pronto para mais de quatro álbuns... Está nas mãos dos homens de negócios agora. Música favorita do Guns N’ Roses de todos os tempos...Talvez 'Civil War', 'Rocket Queen', 'My Michelle'".
Leitor: Eu quero uma resposta direta sobre toda a coisa entre você e o Velvet Revolver... eu estou cansado de todos esses rumores na internet sobre tudo isso. Eles entraram em contato com você recentemente?
Bach: "Eu falei com o Slash recentemente sobre colaborar em uma música, mas não com o Velvet Revolver. Eu não posso dizer quais são os detalhes, mas Axl Rose ajudou a mim e a minha banda mais que qualquer outra pessoa na indústria musical. Seria muito estranho cantar no Velvet Revolver sendo tão amigo do Axl. Mais importante, eu gosto de 'Angel Down' mais que da música do Velvet Revolver".
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As 25 bandas que fizeram o Heavy Metal ser o que é...
Rob O´ Connor compilou para a Yahoo! Music uma lista do que ele considera ser "as 25 bandas que fizeram o Heavy Metal ser o que é". Ele escolheu para o topo da lista o Black Sabbath, que "dominou com maestria a arte dos powerchords e peso... por manter a música simples e se focar nos elementos mais fundamentais", descreve.
Enquanto isso o Metallica, que vem em sexto, foi "o senhor da nova geração", cujo 'Master Of Puppets' permanece como um tratado sagrado, além do auto-intitulado 'Black Album', que é aquele disco de Metal que as pessoas que não são adeptas do gênero possuem e mostram para provar que eles 'gostam' de Heavy Metal”, de acordo com Rob.
As 25 bandas "que fizeram o Heavy Metal ser o que é", de acordo com Rob O’Connor do Yahoo! Music:
01 Black Sabbath
02 Led Zeppelin
03 AC/DC
04 Van Halen
05 Jimi Hendrix Experience
06 Metallica
07 Judas Priest
08 Aerosmith
09 Motörhead
10 Iron Maiden
11 Slayer
12 Deep Purple
13 Spinal Tap
14 Rush
15 Robin Trower
16 Dio
17 Kiss
18 Guns N' Roses
19 Kyusss
20 Thin Lizzy
21 Pantera
22 Uriah Heep
23 Alice In Chains
24 Mercyful Fate
25 Meshuggah
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22 de junho de 2008

ShowBizz...
Nosso 'brother' Axl Rose
Dezembro de 1993
O Guns N’Roses vieram e fizeram três shows impecáveis. E as cadeiras, chiliques, estrelismo ? Rock’n’roll é assim mesmo amigo, se não te agrada, pule fora…
Quem leu a Bizz durante os últimos dois anos podia até achar que estávamos pegando do pé dos Guns N’Roses. Mentira, sempre reconhecemos os rapazes como a maior banda de rock do mundo de hoje (as capas e destaques não me deixam mentir), só que nosso negócio é espezinhar os famosos (senão, cadê a graça da profissão?). Acntece que nessa turnê o grupo foi tão injustiçado e perseguido pela imprensa e pelos detratores que resolvemos deixar a atitude antiga de lado e assumir a seguinte postura: Axl Rose é um grande cara e os Guns serão tratados como nossos brothers.
Os jornais de São Paulo e Rio viram na turnê uma das melhores oportunidades nos últimos tempos para manchetes fáceis, como aqueles jornalecos ingleses fazem quando Michael Jackson passa por lá.
Sangue latino
Os Guns passaram pela Venezuela, Colômbia, Chile e Argentina, antes de chegar ao Brasil. Na Venezuela, os equipamentos da banda ficaram retidos no aeroporto de Caracas, fechado por causa de uma tentativa de golpe.
Por causa disso, o primeiro show em Bogotá, Colômbia, teve que ser cancelado e o dinheiro devolvido. Não foi suficiente. Os que ficaram ser ver o primeiro show tentaram entrar no Segundo. Aí foi o de praxe: tumulto, desmaios, bebedeira etc. Aqui, as notícias já estavam rolando aflitas.
Queimando as botas
Depois veio o Chile. Axl chegou dando show para a imprensa local. Arrancou o microfone de um repórter e o arremessou na cabeça de um cinegrafista. No hotel, uma lavadeira disse ter encontrado um tubinho com vestígios de cocaina na roupa da banda.
Na Argentina, grupos nacionalistas ameaçaram zoar o show devido a supostas declarações de Axl como a de que “queimaria as botas que usou para pisar na América Latina”. Para piorar, uma fã desesperada deu um tiro na cabeça, depois que seu pai a proibiu de ir ao show, seguindo conselho do presidente Menem. Ela ainda nem tinha morrido quando o pai completou a tragédia, suicidando-se também.
Só bons rapazes?
Todas essas baixarias foram noticiadas amplamente aqui. Sobre os shows, nenhuma palavra. A impressão era de que uma imensa bola de neve de sexo, drogas e violência vinha descendo a América Latina e que ia estourar bem em cima de “nossas casas e filhos”.
Eles chegaram em São Paulo e não foi nada disso. Nos primeiros dias, a única coisa escandalosa que se via no hotel Maksoud Plaza era o plantão de fãs dementes. Tudo correu normal e comportado, Slash tomava suas vodcas no saguão, outros iam passear pelo litoral paulista e Axl ficou entocado no quarto. A banda deu até algumas entrevistas. Todas coletivas e sem Axl, claro, mas uma prova de bom humor.
A imprensa urubu não ficou satisfeita. Faltava notícia, faltava polêmica.
E tome cadeira
Até que na Terça, às duas e meia da manhã, aconteceu o que todos esperavam. Fotógrafos e repórteres atravessavam a centesimal hora de plantão, digo pentelhação, no saguão do hotel.
Axl estava a fim de sair, só que com o circo armado no térreo era impossível. Saiu do salão de jogos no Segundo andar, olhou para baixo (o prédio do Maksoud é aberto no miolo, do teto até o chão, dando para ver todos os andares), viu um monte de jornalistas e disse: “Agora deu…”.
Lá de baixo, todos ouviram algo tipo “fuck you” e uma pancada forte. Axl tinha acabado de jogar uma cadeira no meio do saguão. Não pegou em ninguém más bastou: as manchetes estavam criadas, o ódio gratuito por Axl Rose tinha encontrado um motivo e o bafafá todo engrenou. O tal grupo de jornalistas e fotógrafos foi lá com sua dignidade ultrajada prestar queixa na delegacia. Como as velhinhas, que reclamam com o síndico da molecada que joga bola no pátio.
"Tocando piano"
Com o agravante oportunista: a queixa caiu como uma luva no esquema “jornalístico”que culminou com a foto na primeira página da Folha de São Paulo do B.O. com as marcas dos dedos de Axl. Houve até risco (mínimo, mas existente) do cancelamento do show de São Paulo se o delegado tivesse dado uma de durão e resolvesse prender Axl, o que era legalmente possível. Já imaginou? Trinta mil pessoas privadas de sua diversão por causa do bode pessoal de mais dúzia de jornalistas ?
Segundo a assessora de imprensa do grupo, Wendy Laister, o noticiário negativo prejudicou a venda dos ingressos, com pais proibindo os filhos de irem ao show. De fato, havia menos gente que o esperado em todos os shows no Brasil.
CAMILO ROCHA (repórter da ShowBizz)
Estacionamento do Anhembi(SP)
Existem artistas que, quando sobem ao palco, encaram a platéia como se fosse um/uma amante, com toda a carga de amor/ódio/prazer/ansiedade que isso significa. O resultado é uma tensão quase insuportável, como se uma bomba-relógio estivesse prestes a explodir. Jim Morrison era assim. Marvin Gaye também. Nos últimos tempos, pisaram nos nossos palcos dois deles: Renato Russo e, claro, Axl Rose.
Não tinha certeza até vê-lo em São Paulo. Nos dois shows no Anhembi, Axl carregou a banda com seu carisma, superando o poder da outra metade pensante dos Guns, Slash. O guitarrista é o ponto de equilíbrio, o centro musical. Mas a alma, o rock’n’roll, vem de Axl.
No primeiro show, numa Quinta feira, os fãs molhados até os ossos tiveram o prazer extra de ver Axl, Slash, Duffy, Gilby, Dizzy e Matt (mais coadjuvantes) darem tudo, mesmo com suas roupas encharcadas, instrumentos molhados, sobre um palco escorregadio e sujeitos a choques elétricos. O fascínio de Axl (mais magro e bonito, em fase “pós-baleia branca” sobre a platéia ficou evidente e o vocalista conduziria o show num crescendo contínuo).
O melhor momento aconteceu em “November Rain”, perfeita sob a chuva torrencial que caía no Anhembi. “Sweet Child O’Mine” e “Patience”, as outras duas megabaladas, soaram bem melhor agora, longe da superexposição radiofônica. Dois dos hinos do grupo – “Welcome to the Jungle” e “Civil War”- foram cantadas com a exata dose de raiva por banda e platéia, e até mesmo as covers de “Knockin’On Heaven’s Door” e “Live and let die” ganharam outra dimensão no palco.
Show de sexta cancelado por causa do caos chuvoso, a caravana de fãs quer voltar à carga no sábado. O que poderia ser tão diferente do primeiro show ? Tudo.
Em primeiro lugar, a superlotação do estacionamento (cerca de cinquenta mil pessoas) tornou claras as (muitas) falhas de organização. O som estava péssimo, não havia banheiros suficientes e – o mais grave – não havia segurança. Ludibriados pelos organizadores que venderam ingressos a preços diferentes para o mesmo lugar na pista, o público decidiu fazer justiça com as próprias mãos, derrubando grades de ferro e invadindo a arquibancada destinada a convidados VIP, com muita confusão e corre-corre.
Com tanta tensão no ar, o show já começou fervendo; de cara, “Welcome to the Jungle pôs o Ahembi abaixo. Gritos apaixonados de Guns N’Roses foram substituídos por palavrões quando o vocalista disse que São Paulo era “um dos lugares menos maravilhosos que já visitei”, referindo-se aos problemas com a imprensa. Logo em seguida, o público voltava a aplaudi-lo, quando ele socorreu um fã agredido pelos seguranças. Axl era novamente o herói.
Os primeiros acordes de “Paradise City”, já no bis, pareciam anunciar o êxtase próximo. Foi quando objetos atirados palco começaram a chegar perigosamente perto do vocalista. No quarto objeto (tennis?,garrafa?,pedra?), ele não aguentou mais. Com um gesto de mão, interrompeu abruptamente a música. “Goodbye and fuck you”, disse, arremessando o microfone com raiva em direção à platéia. Surpresa, incrédula, ela reagiu com um silêncio pesado, até explodir em xingamentos frustrados. A banda não voltaria mais. Um final melancólico para um show quase perfeito.
MARISA ADAN GIL (repórter de ShowBizz)
Autódromo de Jacarépagua(RJ)
O espetáculo veio completo: metais, backing vocals, produção total de palco, teclados e tudo. Ponto para eles. Prince e Bowie, que no primeiro mundo põem Las Vegas no palco, vieram para cá com o mínimo. Afinal, é Brasil, “só o fato deles virem já está bom”. O Guns veio completo e foi malhado por ser produzido demais, exibicionista, afetado por mania de grandeza.
O show foi escarrado, sem grandes surpresas, bem-feito, divertido e gratificante, como sempre deveria ser. Como eram o Guns, a imprensa achou tudo “burocrático, frio, igual e previsível”.
“Welcome to the Jungle”, uma das melhores, abriu nervosa. Em seguida, veio “Mr.Brownstone”(a “melô da hero”). Axl aproveitou para fazer a primeira parada da noite para reclamar de uma menina tirando fotos e falar mal da imprensa. Depois vieram os hits?: “Patience”, “Yesterdays”, “November Rain” e etc. Durante “You could be mine”, ele parou tudo de novo para mandar expulsar um casal que brigava na frente do palco. Jogou então o microfone na platéia e saiu.
Mas logo estava de volta com a banda, mandando “Sweet child O’Mine” . Nessas, Axl já tinha trocado de roupa tanto quanto Madonna costuma fazer nos seus shows. Incluídos nos modelitos, uma camiseta com o rosto de Jesus e uma meio transparente toda furadinha. Depois de “Don’t Cry”, veio “(Knockin’On)Heaven’s Door”. Nessa altura, o público finalmente estava se comportando como devia: dançando, acendendo isqueiros e cantando junto. O desfecho com “Paradise City” foi a melhor parte. As luzes do palco a milhão, Axl Rose ouriçado e a platéia agitada. Gás puro, que fez o público sair contente com duas horas de bom hard rock/pop.
CAMILO ROCHA (repórter de ShowBizz)
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Top Metal Band(1991)...
Guns N' Roses - um punho contra o mundo
"Este é o mais organizado desorganizado grupo de pessoas em todo o mundo", declarou o meio sarcástico/meio sério Axl Rose ao subir no palco do Worfield Theater em São Francisco, no primeiro dos shows da turnê mundial que marca o lançamento do tão esperado álbum duplo Use Your Illusion.
O Guns N'Roses, hoje com certeza a banda mais popular do mundo, entra em cena ao vivo e à cores no maior estilo rock rebelde: palavrões cabeludos, sexo, drogas, quebra-quebra, atrasos enormes e até interrupções nos shows comprovam que os "bad boys" continuam fazendo o estilo "inimigos públicos no 1". Com voz rasgada, eles "descem o verbo" na disciplina, na política, nos amantes, nos vizinhos, nos críticos e na imprensa.
Tudo isso, porém, só serve para capturar mais ainda os corações de milhões de fãs e ouvintes que ficam hipnotizados pelo turbilhão do show.
Atualmente o grupo tem um novo empresário (Doug Goldstein), um novo baterista (Matt Sorum - ex-The Cult), um provável sexto Gun (é isso mesmo, na revista tá Gun), o tecladista Dizzy Reed vindo do grupo L.A. e, um visível aprimoramento musical.
Para os shows do estrépido grupo nãp há nenhuma coreografia ensaiada, nem nada é planejado. "Não combinamos nem o repertório, apenas levamos uma lista de músicas para escolher na hora, que é a forma que gostamos", diz Duff. A banda ensaiou as músicas por diversas semanas, mas Matt e Dizzy tocaram com a banda completa pela primeira vez no próprio show, pois Axl não participa dos ensaios. "Uma das razões porque eu não vou aos ensaios é porque eu gosto de ficar completamente de fora. Se a banda ainda não está totalmente entrosada por estar concentrada apenas em tocar as música de maneira certa - eu me sinto como um idiota andando de um lado para o outro. Eu prefiro fazer ensaios vocais sozinho, ou com meu instrutor de voz, Ron Anderson", justifica Axl. Os ensaios costumam ser feitos num hangar de aeroporto que contém um grande palco elevado. Do hard rock às canções mais reflexivas, o repertório de música do show, assim como dos dois álbuns apresenta uma antologia de estilos de rock. Ainda têm muito da antiga influência do Led Zeppelin ou Aerosmith mas agora eles também trazem dúzias de grupos como The Doors, Sex Pistols e até Beatles. De "Mama Kin" do Aerosmith até "Live And Let Die" do Paul McCartney, as influências são incrivelmente variadas. "Nós construímos um mundo da anarquia", proclama Axl, mas ainda assim, o grupo não decepciona, conseguindo agradar desde os metaleiros até as milhares de tietes adolescentes que lotam seus shows.
Tapas e beijos com o Guns N' Roses
Anne: Vocês usam muita droga?
Duff: As drogas não entram mais na banda. Geralmente elas estão associadas às bandas, mas os caras começam a ficar confusos e perder terreno. Nós agora paramos com isso. O Steven não conseguia se controlar e teve que sair.
Tracy: O cara que me faz tatuagens já fez alggumas iguais às de vocês. Queria saber se o Axl pretende fazer mais alguma coisa?
Axl: Cada tatuagem tem uma história. Eu não tiraria nem um pingo de tinta do meu braço. A cruz que eu uso foi tirado do disco "Thin Lizzy". Eu era o maior fã e espero poder mostrar isso a eles. A tatuagem do roqueiro foi a primeira que eu fiz. A "Vitória ou Morte" foi a maior aventura. Claro que tenho uma do Guns N'Roses. Eu vou fazer uma da Virgem Maria segurando o Menino Jesus em seus braços, uma homenagem à minha música "I'm Not in Love".
Shariffe: Guns N'Roses é uma banda punk? Ou uma banda metal? Que tipo de música vocês fazem?
Izzy: Slash costuma dizer que somos uma banda de rock pesado com R&B base. Não somos definitivamente uma banda metal. Axl acrescentaria: Eu não gosto de rotular uma música. Rock n'roll é um barato, mas a banda pode mudar sua linha, até mesmo fazer um som heavy metal e não estará limitada a esta categoria. Nós temos todos os tipos de música. Em nossos dias as bandas costumam trilhar apenas numa veia.
Jonh: Eu pertenço a uma banda e fui procurado por uma gravadora. Mas a empresa pediu para reescrever algumas músicas e mudar a nossa imagem. Como permanecer autênticos e conseguir gravar um disco?
Axl: É complicado. Nós tentamos fazer as coisas de nosso jeito... mas existe o dinheiro, o poder e o controle sobre tudo o que você fizer. É melhor ser quem você é e fazer o que você tem vontade e não aquilo que os outros querem que você toque. Conosco nada é baseado na imagem. Nada. Quando nós começamos a gravar, negociamos isso e assim fazemos o que queremos.
Nancy: Quando o Guns N'Roses irão fazer um víídeo comercial?
Slash: Ainda não sabemos com ceerteza. Queremos juntar mais material e fazer o melhor vídeo. Já temos algumas cenas do Japão e a compilção de alguns concertos. Aguardem...
Klim: Eu continuo a não entender porque vocês continuam tão rebeldes. Insistem em não dar entrevistas aos jornalistas se não assinarem antes um contrato. Isso é muito tuim, acabarão destruindo suas careiras pois não há outra maneira de saber as coisas sobre o grupo se não se comprar um canal da MTV. Quem pode pagar a MTV?
Slash: Não é verdade que pedimoos contrato. Apenas queremos que sejam ditas verdades a nosso respeito. Por termos sidos atacados demais, buscamos nos defender, colocando limites nas entrevistas e tendo nossa própria revista.
Gail: Qual o tipo de pressão que o Guns N'Roses recebe pela música "Use Your Illusion"?
Axl: Eu diria que de maneira geral existem pressões por escrever músicas. Hoje, as pessoas escutam o que nossas músicas dizem e elas têm que ser cada vez melhor, como as de "Appetite For Destruction" (Fome de Destruição) que foi escrita há anos. Eu tenho vivido e aprendido muito com as nossas gravações.
Destefano: Geralmente as bandas ouvem algumas mússicas antes de subir para o palco. Que tipo de música vocês ouvem?
Duff: Muitas vezes ouvimos músicas antes de entrar para um show. Elas são agressivas como Metallica, Faith No More, The Sex Pistols ou Fear. Algumas vezes ouvimos Prince e Lenny Kravitz - para quem Slash fez alguma coisa. Nosssos gostos são bem diferentes.
Mark: Que tipo de marca vocês gostariam de deixar na música em geral?
Axl: Eu espero influenciar as pessoas para que escrevam suas próprias músicas. Existirão muitos estilos. Mas quero poder ser sempre uma caixa de surpresas cada vez mais cheia de novas músicas.
Davidson: O sucesso traz algumas consequências ppara o grupo e para os indivíduos. Vocês acreditam que o enorme sucesso do Guns N'Roses uniu ou aumentou as diferenças entre vocês?
Slash: Sem dúvida o sucesso ballança a vida das pessoas. Mas temos procurado nos apoiar uns nos outros para que ele não vire as nossas cabeças
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Guns N' Roses ameaça processar site ...
Guns N'Roses ameaça judicialmente site que postou suas músicas novas na Internet
O grupo norte-americano Guns N'Roses ameaça dar início a ações legais contra o site "Antiquiet", que postou nessa quarta-feira (18) supostas faixas de "Chinese Democracy", seu primeiro álbum de inéditas desde os dois volumes de "Use Your Illusion" (1991), segundo informação do site Yahoo! Music News.
Os arquivos já foram retirados do ar a pedido da própria banda, por meio de um comunicado.
Algumas faixas haviam sido disponibilizadas anteriormente de forma incompleta, mas algumas delas são inéditas, como "Rhiad and the Bedouins" e "If The World". Ouça trechos do material no site da MTV Brasil.
A elaboração de "Chinese Democracy" data desde 1994, com um orçamento de mais de 13 milhões de dólares.
Veja o nome das supostas faixas do novo disco do Guns N'Roses, segundo o blog Antiquiet:
"Better"
"The Blues"
"Chinese Democracy"
"Madagascar"
"IRS"
"There Was A Time"
"Rhiad And The Bedouins"
"If The World"
"[Untitled]"
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Significado de algumas músicas...
Sweet Child O' Mine: Axl escreveu para uma namorada da época, que depois se tornou sua esposa. Ninguem menos que Erin Everly!
You're Crazy: Segundo Axl é sobre outra garota louca que conheceu.
Rocket Queen: É sobre uma namorada que o Axl teve lah pelos anos 80 entre a Erin Everly e a Michelle Young. O nome dela é Barbi Von Grief. Segundo Axl, ela pretendia formar uma banda com o nome de Rocket Queen, mas acabou dando errado.
One in a Million: Segundo Axl falou numa entrevista, essa música é sobre quando ele chegou a Los Angeles e estava totalmente perdido, então perguntou à um negro onde ficava a rodoviária e essa musica é sobre essa tal rodoviária.
Look At Your Game Girl: Segundo Axl é sobre uma mulher que joga tudo fora, que acha estar ganhando amor, mas ganha apenas loucura(música do Charles Manson).
Welcome to the Jungle: Sobre a vida nas ruas de Los Angeles. O ponto de vista da música é o de um traficante se dirigindo a um viciado.
It's So Easy: sobre como é fácil tirar vantagem das pessoas. Segundo Duff eles não tinham dinheiro mas viviam de explorar garotas e a música é sobre isso.
Nightrain: Segundo Slash a música não é sobre drogas, mas apenas sobre um passeio. Night Train é também um drink barato. Segundo outros componentes da banda era a única coisa que bebiam por ser barato e "pegar" rápido.
Out Ta Get Me: Segundo Axl é sobre ser perseguido e tentar fugir de pais, professores, padres e todo mundo.
Mr. Brownstone: Mr Browstone é heroína.
My Michelle: Segundo Axl ele teve uma certa relação com esta menina de 15 anos (Michelle Young). Mas terminaram a relação em pancadaria.
Think About You: Segundo Izzy é sobre drogas, amor, sexo, Hollywood e dinheiro.
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21 de junho de 2008

Vizinha de Axl o elogia por salvar sua casa...
Mulher de Malibu prestigia Axl Rose por ajudar a salvar sua casa
Uma californiana que reside com seu marido e três filhos em Malibu próximo à casa de Axl Rose, frontman da banda Guns N’ Roses, prestigia o solitário vocalista por ajudar a salvar sua casa durante o incêndio no sul da Califórnia, que deixou seis bombeiros feridos e destruiu inúmeras casas no mês de novembro.
Leia abaixo, uma entrevista de dois minutos realizada em novembro de 2007 pelo canal de TV, Fox KTTV, de Los Angeles, com a mulher que não foi identificada. A seguir, uma transcrição do bate-papo:
Vizinha: "Acabamos de chegar em casa. Meu marido e eu fomos à Santa Bárbara para comemorarmos nosso 24º aniversário de casamento, entretanto, às cinco horas da manhã nossa filha nos ligou. Ouvi as palavras ‘fogo’ e ‘afastem-se’, e então eu soube imediatamente o que era. Moro ali há muito tempo, por isso sei o que isso significa. Tentamos voltar para casa, mas o fogo estava se alastrando em Malibu e, é claro que não nos deixaria passar. Então, nossos filhos foram para a casa de amigos em Beverly Hills e nos esperaram. Ficamos lá até hoje de manhã, porque eles não nos deixaram voltar. Seria perigoso demais vir para cá."
Jornalista: Então, você não sabia nada sobre o estado de sua casa até esta manhã?
Vizinha: "Não, eu não sabia, não sabia. E, a razão disso, é que temos um vizinho que é íntegro - espero que não tenha problema se eu disser o nome dele – nosso vizinho é Axl Rose. Ele e Beta Lebeis, sua administradora, salvaram a nossa casa junto com os bombeiros. Eles destrancaram o portão, pegaram as mangueiras que estavam em volta da casa e esguicharam água em tudo quanto era fogo que havia nas árvores, nas palmeiras e, com isso, salvaram a nossa casa. Quero dizer: eles literalmente salvaram a nossa casa. Meu marido entrou em contato com a Beta, mas ela não nos colocou a par da situação e, então, não pudemos fazer nada a não ser nos resignarmos, rezarmos e mantermos esperança."
Jornalista: Então foi por causa deles que sua casa...
Vizinha:"Sim, foi por causa deles e do bombeiro. Aliás, todos os bombeiros, mas havia um em particular, me esqueci o nome dele agora, porque eu ainda estou um pouco nervosa. Sim, eles salvaram a nossa casa. Somos abençoados."
Jornalista: Há quanto tempo você mora aqui? E seus filhos, moram com você?
Vizinha: "Sim, de fato, nós temos três filhos. Moramos aqui há treze anos e já enfrentamos muitos incêndios, porém, esse realmente foi o pior. O incêndio de 1996 foi terrível, porque também foi no Corral Canyon e chegou até aqui, mas esse foi pior por causa do vento. O que eu quero dizer é que o vento estava se alastrando pelo canyon. E era muito quente. Tivemos muita sorte. Somos realmente tão… quero dizer, me sinto tão abençoada; não sei o que dizer..."
Jornalista: E, bons vizinhos.
Vizinha: "Sim, é verdade. Nós temos bons vizinhos."
Beta Lebeis, que mora na propriedade de Axl Rose, disse à estação de TV KCAL-TV que a lenda do rock também lutou para salvar sua própria casa. “Axl ajudou muito”, ela disse. “Ele trabalhou muito; ia com a mangueira para todo lugar. Daí, chegou o corpo de bombeiros e nos afastou da área. Eles nos disseram: ‘Fechem as portas da garagem e vão para dentro. Não há nada que vocês possam fazer’, pois aqui fora está parecendo um inferno."
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Entrevista de Axl após a apresentação do Guns no MTV VMA 2002...
Após a apresentação do Guns N' Roses no VMA deste ano, (29/08/02), Axl concedeu uma entrevista ao VJ Kurt Loder (que sempre foi fã do Guns). Aí vai a tradução da entrevista:
Kurt: Olá, estamos aqui no backstage de novo. Axl Rose - ele está de volta!
Axl:(risos.)
Kurt: Por que você demorou tanto?
Axl: Eu só estava tentando juntar toda essa monstruosidade.
Kurt: O que vai acentecer agora? O chinese democracy vai sair? Nós vamos vê-lo logo?
Axl: Humm, vocês vão vê-lo, não sei se "logo" é a palavra. Mas vai sair, nós vamos soltar, vamos fazer mais algumas gravações e depois vamos começar uma nova parte da turnê nos Estados Unidos... e vamos ver o que acontece a partir daí.
Kurt: Isso está levando bastante tempo...
Axl: Sim, mas como você recontrói algo que se tornou tão grande e substitui virtualmente todas as pessoas da equipe, todas as coisas. E como você coloca um monte de caras que são ótimos dentro de algo que já existia. Eu não sei se é assim mesmo que se faz. E não com a intensidade desses músicos querendo tocar o material.
Kurt: Esta foi uma ótima performance. Parabéns. Você realmente...
Axl: Obrigado.
Kurt: Esta é uma ótima banda
Axl: Obrigado por aquele review do show no Rio
Kurt: O prazer foi meu, o prazer foi meu...
Axl: (risos.)
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Entrevista de Axl após ter visto um jogo da NBA...
Axl Rose esteve presente ao quarto jogo das playoffs finais da NBA de 2001 entre os Lakers e os 76ers, em Los Angeles. Após o jogo deu uma entrevista a rede de televisão NBC:
NBC: Vocês sabem quem é esse? O vocalista do Guns N' Roses, Axl Rose. Uau. O que você achou?
Axl: (risos) Eu achei maravilhoso, foi muito divertido. Foi o primeiro jogo de basquete que assisti pessoalmente na minha vida.
NBC: Foi seu primeiro jogo pessoalmente?
Axl: Sim. Assistindo ao vivo, sim.
NBC: Você estava torcendo para os Lakers ou para os 76ers?
Axl: Os Lakers são meu time favorito, mas eu sou um grande fã do Allen Iverson (jogador dos 76ers). Então eu vou vencer de qualquer jeito.
NBC: Agora Axl, você sentou lá, experimentou os fãs...
Axl: Mas eu queria que a temporada fosse mais longa, eles deviam aumentar a série, fazer uma série de uns 10 jogos...
NBC: Tenho que te falar algo muito sério, eu sei que é seu primeiro jogo de basquete, e eu sei que é tudo muito empolgante, mas quando terminar a temporada terá sido longa o suficiente, é uma temporada muito longa. Agora me responda, o que você achou destes fãs? As pessoas dizem que é um público difícil, duro, o que você achou?
Axl: Eu achei que foi tudo bem, achei que foi legal.
NBC: Bem, gostamos muito que você veio.
Axl: Estou torcendo para os dois times, quando é empolgante, é empolgante. Quer dizer, não se pode subestimar Shaq ou Kobe.
NBC: Axl, obrigado por aparecer, agradeço muito por ter dedicado um pouco de seu tempo conosco, estou feliz que você gostou do seu primeiro jogo.
Axl: Muito obrigado
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20 de junho de 2008

Guns N´ Roses: Steven Adler em Reality sobre drogas...
O ex-baterista do Guns N' Roses, Steven Adler, e a ex-mulher de David Coverdale (vocalista do WHITESNAKE), Tawny Kitaen, estão entre os pacientes em processo de desentoxicação num centro de tratamento na área de Los Angeles, fazendo parte da segunda temporada do Reality Show "Celebrity Rehab with Dr. Drew". A série, composta por oito episódios de uma hora, está marcada para estrear em outubro no canal VH1 (nos EUA).
Similar à primeira, a segunda temporada irá acompanhar Jeff Conaway enquanto ele volta à reabilitação após uma série de cirurgias nas costas, empecilhos e uso de medicamentos para alívio da dor. Unem-se a ele Sean Stewart ("Sons of Hollywood"), Amber Smith (modelo/atriz), Rodney King, Nikki McKibbon ("American Idol"), Adler e Kitaen. Gary Busey, que se livrou do vicío de cocaína há 13 anos, também se juntará ao grupo para compartilhar suas experiências no processo de recuperação.
A série mostrará o programa intensivo de 21 dias com terapias em grupo e individuais, incluindo métodos não-convencionais utilizando, por exemplo, arte e música. Para ajudar Dr. Drew, retornarão ao programa o especialista em orientação sobre drogas Bob Forrest e a moradora local Shelly Sprague, ambos com anos de experiência nos dois lados do tratamento. Dr. Drew também trará médicos adicionais para auxiliá-lo no tratamento individual de cada paciente. As famílias dos pacientes também estarão mais envolvidas e, em alguns casos, também receberão tratamento. Após o fim do programa, todos os participantes serão encorajados a continuarem o processo de recuperação num local próprio ou em outro centro de tratamento por pelo menos mais três meses, tudo bancado pela VH1.
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Novas músicas do Guns N´ Roses vazam na internet...
Faixas do “Chinese Democracy” do GUNS N´ ROSES vazaram na internet e já podem ser encontradas nos "lugares certos". Aparentemente são nove canções, e dentre elas constam três inéditas: “Rhiad And The Bedouins”, “This Is Love” e “If The World”. A primeira, “Rhiad And the Bedoins”, já havia vazado há alguns anos, porém com qualidade ruim.
As outras seis canções - "Better", "The Blues", "Chinese Democracy", "Madagascar", "IRS" e "There was a Time" - já são conhecidas em versões ao vivo, mas na versão de estúdio, pelo que foi comentado, são acrescidas de orquestrações de piano e até de toques flamencos.
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Guns N´Roses: fã oferece US$1 milhão por novo disco...
Um fã do Guns N' Roses está tão ansioso para ouvir uma nova música do tão adiado álbum "Chinese Democracy" que está disposto a pagar bem mais do que o custo de um CD.
A pessoa postou uma mensagem online que dizia: "Eu estou disposto a doar 1 milhão de dólares à caridade se o Guns N' Roses, seu empresário, ou outra 'parte interessada', me der uma demo do 'Chinese Democracy'. Deve ser na íntegra e com os vocais do Axl Rose. Eu estou disposto a pagar adiantado".
Não se sabe se a oferta foi aceita ou não.
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Guns: site diz que Chinese Democracy sai em agosto...
A filial britânica do conceituado site de comércio eletrônico Amazon colocou o já histórico Chinese Democracy em pré-venda. Segundo informações do vendedor, o álbum do Guns n' Roses, aguardado desde 1993, vai ser finalmente lançado dia 25 de agosto.
Para aqueles que ainda acreditam que esse trabalho vai ganhar as ruas, a obra pode ser adquirida por 9,98 libras (pouco mais de trinta reais). O CD, diz o site, vai chegar às lojas pelas mãos da Geffen, o selo da banda que nos últimos meses vem sendo culpado por dificultar os trâmites finais para o lançamento do álbum.
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